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1 de janeiro de 2008
Por Pablo Ferreira
O antraz ficou em evidência devido aos últimos acontecimentos envolvendo a guerra entre o Afeganistão e os Estados Unidos. Infelizmente, a bactéria causadora da doença, o Bacillus anthracis, pode ser utilizado como uma arma biológica.
O antraz é uma doença comum entre animais, tais como gado bovino, camelos, ovelhas, antílopes, cães e cabras e é adquirido por eles por meio de sua alimentação. O bacilo causador da infecção pode esporular e conseqüentemente resistir ao calor e ao frio intensos durante décadas apenas aguardando as condições ideais para a sua germinação.
O antraz não é transmitido de pessoa para pessoa. Existem três tipos de possibilidade de infecção na espécie humana:
1. Cutânea - Adquirida quando se manuseia produtos infectados.
2. Respiratória - Adquirida quando se inspira esporos do bacilo.
3. Gastrointestinal - Adquirida quando se ingere carne contaminada dos animais descritos anteriormente.
Os sintomas da doença dependem da forma como ela foi adquirida:
Na forma cutânea (95% dos casos até aqui registrados), a infecção é transmitida através de cortes na pele. De início, aparece apenas uma pequena ferida, semelhante a uma picada de inseto. No entanto, um ou dois dias depois, surge uma bolha que progride para uma dolorosa úlcera que pode atingir 3 cm de diâmetro. Com o tempo a úlcera necrosa e os gânglios linfáticos podem inchar. Um em cada cinco casos não tratados podem resultar em morte.
Na forma respiratória, o antraz se manifesta, inicialmente parecendo um resfriado comum. Esta é fase onde a doença ainda pode ser detida por antibióticos, depois as toxinas produzidas pelas bactérias invadem a corrente sangüínea e torna-se quase impossível salvar a vida do enfermo.
Na forma gastrointestinal surge uma inflamação aguda no intestino. Logo a seguir o paciente passa a ter náuseas, perde o apetite, vomita sangue, tem febre, dores abdominais e forte diarréia. Os casos não tratados chegam a 25% de letalidade.
Fonte: Silvio Valle/Fiocruz - Centro de Controle de Doenças (CDC/EUA)
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