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1 de janeiro de 2008
(Santa Barbara, Calif.) - Uma droga que tem sido usada há 40 anos para o tratamento de micoses na pele foi identificada como um possível tratamento para o câncer. Leslie Wilson, professor de bioquímica e farmacologia da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, disse que demonstraram em seu laboratório que a droga antifúngica griseofulvina inibe o crescimento de células cancerosas. Os resultados foram publicados em edição recente (28/06/2005) do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
O trabalho é o resultado da colaboração entre o laboratório de Wilson e a Escola de Biociências e Bioengenharia do Instituto Indiano de Tecnologia de Bombay, Índia.
"A droga tem poucos efeitos colaterais e tem sido usada há muito tempo," disse Wilson. A griseofulvina é administrada oralmente, e é usada há décadas para o tratamento de tínea (trichophyton) e outras infecções fúngicas da pele.
"Nós descobrimos que ela tem a habilidade de inibir o crescimento das células cancerosas, de uma forma que é similar a muitas drogas anticâncer poderosas, tais como taxol e vinblastina," disse Wilson. " Embora a atividade anticâncer seja fraca, já foi aprovada para o uso humano e poderia ser utilizada juntamente com agentes anticâncer mais poderosos como um adjuvante na quimioterapia."
Os autores descobriram que a droga inibe a proliferação das células cancerosas afetando a mitose, ou divisão celular, e a função do fuso mitótico dos microtúbulos. Eles concluem: "Uma supressão leve na dinâmica dos microtúbulos causada pela griseofulvina nas células cancerosas, combinado com os efeitos mais poderosos de drogas trabalhando por outros mecanismos, poderia resultar em uma vantagem terapêutica para o tratamento de certos tumores."
Fonte: http://www.farmaco.ufsc.br/farmaco/griseofulvina.html
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