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OMS reforça o combate à falsificação de medicamentos


24 de janeiro de 2011


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O uso de medicamentos com desvio de qualidade ou falsificados pode comprometer o tratamento e resultar em morte.

Depois de iniciar uma ação na África contra medicamentos com desvio de baixa qualidade (abaixo dos padrões oficiais) e/ou falsificados, a Organização Mundial da Saúde está implementando um plano de ação com os mesmos objetivos em Camboja, China, Laos, Miamar, Tailândia e Vietnã. Nestes países, os medicamentos utilizados para tratamento da tuberculose e antibióticos são os mais visados pelos falsificadores, incluindo aqueles produtos para tratamento da malária e AIDS. O uso de medicamentos abaixo dos padrões de qualidade ou falsificados pode comprometer o tratamento e resultar em morte.

Os seis países iniciaram várias atividades para combater os medicamentos falsificados após um encontro realizado pela OMS entre os dias 11 e 13 de novembro. Trabalhando ao lado de profissionais da saúde e público em geral, a OMS quer fortalecer a inspeção e a supervisão após a venda do produto.

Dr. Lee Jong-Wook, diretor-geral da OMS, reafirmou a importância da ação: “Combater a baixa qualidade ou os medicamentos ilegais é agora mais importante do que nunca. Expandir o acesso à segurança e efetivar o tratamento para AIDS e outras doenças não é apenas uma opção, é imperativo”.

Na Tailândia, por exemplo, 8,5% dos medicamentos estão abaixo dos padrões de qualidade. Pesquisas com lotes no Vietnã revelaram que 8% dos medicamentos falharam em testes de qualidade, porcentagem que sobe para 16% em Miamar. Dos lotes pesquisados, a Rifampicina (utilizado contra a tuberculose) mostrou o maior nível de problemas, com 26%, seguido pelo Cotrimoxazole (antibiótico usado principalmente por crianças), com 24%. Estimou-se, em 2001, cerca de 2.800 medicamentos ilegais comercializados no Camboja, enquanto no Laos suspeita-se da existência de 2.100 vendedores de medicamentos ilegais.

Esses números podem aumentar em países onde a malária é endêmica, devido a uma nova combinação mais complexa de medicamentos para tratar a doença. Por isso, existe a possibilidade de que mais medicamentos de baixa qualidade ou falsificados entrem neste mercado.

Outro estudo da OMS, realizado em países africanos, revelou que entre 20% e 90% dos produtos utilizados contra a malária falharam em testes de qualidade. A pesquisa incluiu lotes do Gabão, Quênia, Mali, Moçambique, Sudão, Gana e Zimbábue.

Vários países da África vêm recebendo auxílio da OMS, como workshops de treinamento para que os fabricantes consigam melhorar o padrão de seus produtos, além de incentivar as autoridades reguladoras a desenvolverem a busca de medicamentos falsificados, incrementando os testes de produtos locais e importados.

Na região das Américas existe – no âmbito da Conferência Pan-Americana de Harmonização da Legislação Farmacêutica – um grupo técnico de prevenção e combate à falsificação de medicamentos, que sob a coordenação do Brasil (ANVISA) atua na implementação de um plano de ação conjunta. Além disso, várias ações vêm sendo realizadas no país. No período de 1999 a 2003 foram confirmados sete casos de falsificação de medicamentos, quatro deles envolvendo o mesmo principio ativo.

Fonte: Ministério da Saúde

Outras informações:
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/2003/fs275/en/
http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/falsificados/index.htm*
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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