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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 - 18:00

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Técnicas de Instrumentação Cirúrgica em Diversos Procedimentos

por: Colunista Portal - Educação

O instrumentador deve conhecer os diversos tipos procedimentos
O instrumentador deve conhecer os diversos tipos procedimentos
O instrumentador cirúrgico deve conhecer os diversos tipos de procedimentos cirúrgicos para que possa estabelecer os materiais e equipamentos necessários a cada procedimento.

O ideal é que o instrumentador tenha noções básicas de todos os procedimentos cirúrgicos, mas que se especialize em uma área específica.

Cada equipe cirúrgica tem uma forma de conduzir o procedimento cirúrgico, mas os princípios básicos que o instrumentador cirúrgico deve seguir não serão alterados.

Muitas vezes apenas o médico cirurgião sabe o que irá acontecer, ficando toda a equipe cirúrgica sem saber os próximos passos durante o transoperatório, mas isso reflete na segurança do paciente.

Os princípios básicos da técnica de instrumentação cirúrgica não mudam de cirurgia para cirurgia, mas o instrumentador deve buscar a melhor forma de conduzir este processo, antecipando as ações do cirurgião e agilizando o procedimento cirúrgico.

ASSISTÊNCIA AO PACIENTE CIRÚRGICO
O pré-operatório é o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia, e termina no momento em que o paciente chega à sala de operação.

Observa-se pela definição, que se trata de um período bem delimitado, apresentando começo e fim, e que tem duração relativamente longa, dependendo da classificação do tratamento cirúrgico, quanto ao momento operatório.

Didaticamente, o período pré-operatório subdivide-se em mediato (desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela) e em imediato (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia).

O escopo das atividades de enfermagem durante este tempo pode incluir o estabelecimento de uma linha de base, a partir do histórico do paciente, a realização de entrevista pré-operatória e a preparação do paciente para o ato anestésico a ser feito durante a cirurgia.

De modo geral, a assistência prestada ao paciente, neste período, consiste na avaliação e preparo tanto físico quanto emocional para a cirurgia. Para o ensino pré-operatório, deve-se avaliar a capacidade de aprendizagem do cliente, bem como identificar as limitações que possam impedi-lo de participar no processo de aprendizagem.

O cuidar do paciente no pós-operatório envolve um arcabouço técnico e científico para o devido atendimento das necessidades do indivíduo e reconhecimento das possíveis complicações.

A enfermagem atua no pós-operatório imediato e mediato/tardio como grande interlocutor do cuidado humano, procurando garantir a autonomia e independência aos seus clientes.

O instrumentador cirúrgico deve estar atendo ao pós-operatório do paciente, pois mesmo com o término da cirurgia podem acontecer intercorrências relacionadas ao procedimento cirúrgico.

O período pós-operatório pode ser dividido em:
Imediato: Período de recobro e primeiras 24h, dependendo do tamanho da cirurgia.
Tardio: A partir do momento em que o doente faz as 24h de cirurgia.

Após o processo cirúrgico o paciente é encaminhado à SRPA (SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA), onde permanece monitorado por um período de 6 (seis) horas para que possa ser liberado para a Unidade de Internamento ou Unidade de Terapia Intensiva.

Nesta perspectiva, o período pós-operatório tem início logo após o término da cirurgia e vai até a alta do paciente podendo se estender até a fase de atendimento ambulatorial. Alguns autores dividem este período em três fases: imediato (primeiras 24h da cirurgia), mediato (após as 24horas até a alta hospitalar) e tardio (inicia-se após a alta e dura enquanto o paciente necessitar de atenção especial.

Como foi colocado anteriormente, a assistência de enfermagem deve atuar de forma sistematizada, sendo um processo interativo que promove e/ou recupera a integridade e a plenitude bio-psico-sócio-espiritual do paciente. Esta envolve sentimentos, emoções, comprometimento, ética e comunicação efetiva que promova a troca de experiências entre o enfermeiro e o cliente.

Para GRITTEM (2006), a assistência de enfermagem deve ser integral e individualizada, estando aliada a um marco conceitual em todas as fases, com envolvimento dos familiares, possibilitando ainda, a identificação dos diagnósticos e a implementação de um plano de cuidados durante o procedimento cirúrgico em continuidade à assistência iniciada no pré-operatório. É de fundamental importância a sistematização como forma de integração da equipe multidisciplinar com o paciente e a família, com diminuição de suas ansiedades; assim, este passará a se integrar de forma participativa em todo processo.

Neste sentido, o enfermeiro faz o diagnóstico de enfermagem para posteriormente, traçar um plano assistencial. Podemos citar como exemplos de diagnósticos reais ou potenciais:
integridade tissular prejudicada;
Risco para infecção;
Percepção sensorial perturbada;
Risco para aspiração;
Risco para função respiratória alterada;
Hipotermia;
Risco para temperatura corporal desequilibrada;
Nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais;
Dor aguda.

A partir do momento em que se sutura a incisão cirúrgica e se realiza o curativo, já é a fase do pós-operatório. É comum o paciente apresentar hipotermia no centro cirúrgico e nas primeiras horas de pós-operatório devido à circulação extracorpórea, à refrigeração da sala cirúrgica e à recuperação, devendo voltar à temperatura normal após algumas horas de pós-operatório.

Os principais fatores de risco para infecção pós-operatório são: a exposição ambiental, os procedimentos invasivos, a manipulação e antecedentes pessoais como diabetes, IRC, idade e outras condições clínicas associadas.

Percebe-se que ao ser encaminhado para o centro cirúrgico ele está com a pele íntegra, quando retorna apresenta um rompimento da pele, no caso de uma incisão cirúrgica; o enfermeiro então irá orientar o paciente em relação aos cuidados que deverá ter evitando complicações como hemorragias e infecções.

Conhecer os diagnósticos de enfermagem dos pacientes no período pós-operatório possibilita aos enfermeiros que atuam nos centros de recuperação pós-anestésica, planejar individualmente o cuidado prestado a essa clientela. Mediante a identificação dos diagnósticos de enfermagem nessa clientela, os enfermeiros podem propor intervenções fundamentadas e específicas, proporcionando a implementação de ações eficazes e imediatas para a resolução dos problemas identificados.

São usados em diversos contextos para possibilitar o escapamento de líquido de uma cavidade corporal específica. As indicações para colocação de controle de drenos são específicas de cada tipo de dreno.

Podem ser classificados em:
Dreno aberto;
Dreno de sucção fechada;
Dreno de reservatório;
Cateteres para drenagem de abscesso.

DRENO ABERTO
É um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local de líquidos infectados, ou não, no período pós-operatório. Seu orifício de passagem deve ser amplo e ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno por meio da incisão cirúrgica e, sim, por meio de uma contraincisão.

Para evitar depósitos de fibrina que possam obstruir seu lúmen, o dreno de penrose deve ser observado e mobilizado a cada 12 horas, ou seja, tracionado em cada curativo (exceto quando contraindicado), cortado seu excesso e recolocado o alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada. O orifício de saída deve ser ocluído com gaze estéril, devendo este curativo ser substituído sempre que necessário.

DRENO DE SUCÇÃO (PORTOVAC)
É composto por um sistema fechado de drenagem pós-operatória, de polietileno, com resistência projetada para uma sucção contínua e suave.

Possui uma bomba de aspiração com capacidade de 500 ml, com um cordão de fixação, uma extensão intermediária em PVC com pinça corta-fluxo e um conector de duas ou três vias, e um cateter de drenagem com agulha de aço cirúrgico (3,2 mm, 4,8 mm ou 6,4 mm) utilizada para perfurar o local de passagem do dreno.

É usado para drenagem de líquido seroso ou sanguinolento, de locais de dissecção ou da área de anastomoses intraperitoneais. Seu objetivo é facilitar a coaptação dos tecidos adjacentes e impedir o acúmulo de soro e a formação de hematoma. Uma das principais complicações são a erosão do dreno em órgãos ou vasos circunvizinhos e a ruptura do cateter ao ser retirado.

DRENO DE ABRAMSOM
São tubos de grande calibre e luz múltipla e têm as seguintes finalidades:
- Irrigação e aspiração contínua;
- Usado mais comumente para drenar espaços intra-abdominais que se espera drenar grande volume de líquido.

DRENO DE KERR
É introduzido nas vias biliares extra-hepáticas, sendo utilizado para drenagem externa, descompressão, ou ainda, após anastomose biliar, como prótese modeladora, devendo ser fixado por meio de pontos na parede duodenal lateral ao dreno, tanto quanto na pele, impedindo sua saída espontânea.
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