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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 - 16:06

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Importância da Microbiologia

por: Colunista Portal - Educação

Microbiologia têm uma importância como ciência básica ou aplicada
Microbiologia têm uma importância como ciência básica ou aplicada
A microbiologia é uma área da Biologia que tem grande importância seja como ciência básica ou aplicada.

Quando destacamos como ciência básica, podemos incluir os estudos fisiológicos, bioquímicos e moleculares, denominada assim de microbiologia molecular.

Quando consideramos como ciência aplicada, podemos destacar os processos industriais, controle de doenças, de pragas, produção de alimentos, dentre outras.

Podemos destacar como áreas de estudo:
Odontologia:
Estudo de microrganismos associados à placa dental, cárie e doenças periodontais. Há estudos com abordagem preventiva.

Medicina, Enfermagem e Instrumentação Cirúrgica: Doenças infecciosas e infecções hospitalares.

Nutrição: Doenças transmitidas por alimentos, controle de qualidade de alimentos e produção de alimentos.

Biologia: Produção de antibióticos, hormônios, enzimas, insumos, despoluição, dentre outros.

Biotecnologia: Uso de microrganismos com finalidades industriais, como agentes de biodegradação, de limpeza ambiental, etc.

HISTÓRICO DA IMPORTÂNCIA DA MICROBIOLOGIA
Podemos considerar que um dos aspectos mais negligenciados quando se estuda a microbiologia referem-se às profundas mudanças que ocorreram no curso das civilizações, decorrentes das doenças infecciosas.

De forma geral, as doenças provocavam um abatimento físico e moral da população e dos exércitos, muitas vezes influenciando negativamente no desenrolar e no próprio resultado da guerra.

A mobilização de tropas, resultando em uma aglomeração de soldados, muitas vezes longa, em ambientes onde a condição de higiene e de alimentação precária colaborava de forma importante na disseminação de doenças infecciosas, para as quais não havia recursos terapêuticos na época.

Ao mesmo tempo, em áreas urbanas em franca expansão, os problemas mencionados acima eram também de grande importância, pois rapidamente as cidades cresciam, sendo que as instalações sanitárias geralmente não acompanhavam este crescimento da população.

Com a prática do comércio entre as diferentes nações emergentes, passou a haver a disseminação dos organismos para outras populações, muitas vezes susceptíveis a aqueles agentes infecciosos.

O declínio do Império Romano, com Justiniano (565 aC), foi acelerado por epidemias de peste bubônica e varíola. Muitos habitantes de Roma foram mortos, deixando a cidade com menos poder para suportar os ataques dos bárbaros, que terminaram por destruir o Império.

Na Idade Média, várias epidemias novas se sucederam, sendo algumas amplamente disseminadas pelos diferentes continentes e outras mais localizadas. Dentre as principais moléstias podemos citar o tifo, varíola, sífilis, cólera e peste.

Em 1346, a população da Europa, Norte da África e Oriente Médio era de cerca de 100 milhões de habitantes. Nesta época houve uma grande epidemia da peste, que se disseminou através da “rota da seda”, que era a principal rota mercante para a China, provocando um grande número de mortes na Ásia e posteriormente espalhando-se pela Europa, onde resultou em um total de cerca de 25 milhões de pessoas, em poucos anos.

Outras epidemias da peste ocorreram nos séculos XVI e XVII, sendo que no século XVIII, entre os anos de 1720 e 1722, uma última grande epidemia ocorreu na França, matando cerca de 60% da população de Marselha, de Toulon.

A epidemia mais recente de peste originou-se na China, em 1892, disseminando-se pela Índia, atingindo Bombaim em 1896, sendo responsável pela morte de cerca de seis milhões de indivíduos, somente na Índia.

Antes da segunda Guerra Mundial, o resultado das guerras era definido pelas armas, estratégias e “pestilência”, sendo esta última decisiva.

Na guerra dos 30 anos (1618-1648), onde protestantes se revoltaram contra a opressão dos católicos, além do desgaste decorrente da longa duração do confronto, as doenças foram determinantes no resultado final.

No período de Napoleão, em 1812, seu exército foi quase que completamente dizimado pelo tifo, disenteria e pneumonia, durante campanha de retirada de Moscou. No ano seguinte, Napoleão havia recrutado um exército de 500.000 jovens soldados, que foram reduzidos a 170.000, sendo cerca de 105.000 mortes decorrentes das batalhas e 220.000 decorrentes de doenças infecciosas.

No ano de 1892, outra epidemia de peste bubônica, na China e Índia, foi responsável pela morte de mais seis milhões de pessoas.

Até a década de 30, este era quadro, quando Alexander Fleming, incidentalmente, descobriu um composto produzido por um fungo do gênero Penicillium, que eliminava bactérias do gênero Staphylococcus.

Esse microrganismo pode produzir uma vasta gama de doenças no homem e este composto, chamado de penicilina, teve um papel fundamental no desfecho da Segunda Guerra Mundial, porque passou a ser administrado às tropas aliadas, enquanto o exército alemão continuava a sofrer pesadas baixas no campo de batalha.

Além destas epidemias, vale ressaltar a importância das diferentes epidemias de gripe que assolaram o mundo e que continuam a manifestar-se de forma bastante intensa até hoje.

Atualmente temos o problema mundial envolvendo a AIDS, o retorno da tuberculose como doença oportunista, e o aumento progressivo dos níveis de resistência aos agentes antimicrobianos que vários grupos de bactérias vêm apresentando atualmente.
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