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Central de Material Esterilizado

Artigo por Colunista Portal - Educação - quinta-feira, 13 de setembro de 2012

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Na década de 50, começam a surgir as centrais de materiais
Na década de 50, começam a surgir as centrais de materiais
A Central de Material Esterilizado acompanhou o desenvolvimento das instituições hospitalares e estabelecimentos de saúde no Brasil.

As atividades básicas como limpeza, preparo e acondicionamento dos instrumentais cirúrgicos eram realizadas na própria unidade de internação pela equipe de enfermagem.

A Central de Material Esterilizado realizava apenas o processo de esterilização dos artigos médico-hospitalares.

A partir da década de 50 começaram a surgir as centrais de materiais parcialmente centralizadas, ou seja, parte dos artigos médico-hospitalares era processada nas unidades de internação e a outra parte já estava sendo processada na central.

Já nas últimas décadas, houve um avanço tecnológico e um grande desenvolvimento de técnicas e procedimentos cirúrgicos. Os artigos médico-hospitalares e os equipamentos utilizados nos procedimentos cirúrgicos e anestésicos tornaram-se cada vez mais sofisticados e modernos, exigindo assim, uma qualificação dos processos envolvidos na esterilização de materiais.

Os processos que antes eram realizados nas unidades de internação passaram a ser realizados na Central de Materiais Esterilizados ainda pela equipe de enfermagem, porém com uma supervisão direta do enfermeiro.

Definição
Silva (1998) definiu a Central de Material Esterilizado como uma unidade de apoio técnico a todas as áreas assistenciais, responsável por tarefas como processamento, limpeza, preparo, esterilização, estocagem e distribuição dos artigos a todas as unidades consumidoras.

Podemos ainda definir a Central de Material Esterilizado como uma unidade, um setor ou um serviço destinado à limpeza, ao acondicionamento, à esterilização, estocagem e distribuição de artigos médico-hospitalares.

Vantagens e atividades
Existem diversas vantagens em manter a Central de Material Esterilizado em um local centralizado.

Dentre as principais vantagens podemos citar:
Garantir que de todas as etapas do reprocessamento do material, ou seja, limpeza, secagem, preparo, acondicionamento, desinfecção e esterilização sejam realizadas corretamente, passando por processos padronizados e controlados.

Utilização dos artigos sem que haja risco ou comprometimento da qualidade do serviço prestado ao cliente, desde o recebimento até sua distribuição e, ainda, segurança ocupacional.

Otimização do trabalho, facilidade no treinamento e supervisão dos profissionais que atuam na Central, racionalização do trabalho, maior controle e produtividade da unidade.

As atividades desenvolvidas pela Central de Material Esterilizado seguem a normatização da RDC nº 307 que determina as seguintes atividades básicas:
Receber, desinfetar e separar os artigos médico-hospitalares;
Realizar a lavagem dos artigos;
Receber as roupas vindas da lavanderia;
Preparar os artigos médico-hospitalares;
Preparar as roupas em pacotes;
Esterilizar as roupas e artigos hospitalares por meio de métodos físicos e/ou químicos;
Realizar o controle biológico e de validade dos artigos esterilizados;
Armazenar as roupas e artigos médico-hospitalares;
Distribuir os materiais e pacotes de roupas esterilizadas;
Proteger e zelar pela segurança dos profissionais que trabalham na Central de Materiais.

Localização
A Central de Material Esterilizado deve estar localizada preferencialmente próxima das unidades fornecedoras como lavanderia, almoxarifado, farmácia e ter um fácil acesso aos setores consumidores, principalmente o centro cirúrgico e o centro obstétrico, o pronto-socorro e as unidades de terapia intensiva.

Consideramos as seguintes áreas em uma Central de Material Esterilizado:
Área suja:
expurgo, destinado ao recebimento e lavagem dos artigos encaminhados pelas diversas unidades;
Área limpa: destinada ao preparo dos materiais e da montagem da carga do processo de esterilização;
Área estéril: destinada a retirada dos materiais e roupas já esterilizados e acondicionamento destes materiais.

Fluxo de materiais
O fluxo na Central de Material Esterilizado deve ser unidirecional e contínuo, evitando desta forma o cruzamento de artigos médico-hospitalares sujos com os limpos. Os profissionais que trabalham na área suja não podem transitar pela área limpa e vice-versa.

Os instrumentadores cirúrgicos devem entender com clareza essa noção, pois, muitas vezes, necessitam realizar o processamento dos materiais cirúrgicos que utilizaram na cirurgia.

As barreiras físicas são instaladas entre as áreas da Central de Material Esterilizado, justamente com o objetivo de manter o fluxo unidirecional. O acesso de pessoas fica restrito apenas aos profissionais que ali trabalham, ou para aqueles que recebem uma autorização para entrar no setor.

No fluxograma abaixo podemos analisar as unidades fornecedoras e consumidoras da Central de Material Esterilizado, justificando assim as principais vantagens para a instituição hospitalar em manter um setor centralizado

Recursos humanos
Os profissionais que trabalham na Central de Material Esterilizado são:

Enfermeiro: responsável pelo estabelecimento de rotinas do setor e pelo gerenciamento de toda a unidade;

Técnico de Enfermagem: desempenhar atividades com um nível de complexidade intermediária;

Auxiliar de Enfermagem: responsável pelo processo de esterilização dos artigos médico-hospitalares e roupas;

Auxiliar administrativo: responsável por realizar o serviço administrativo como, por exemplo, realização de pedidos de almoxarifado e também servir como um elo entre o ambiente interno e externo da Central;

Auxiliar de Limpeza: responsável pela higienização da estrutura física da Central de Material.

É importante lembrar que todos estes profissionais são subordinados ao enfermeiro da unidade, devendo todos trabalhar em harmonia para que a qualidade do serviço reflita no consumidor final, ou seja, o paciente.

Classificação de artigos:
Os artigos processados na Central de Material Esterilizado são divididos em três classificações, são elas:

Artigos críticos: são produtos ou artigos utilizados em procedimentos invasivos, ou seja, que há penetração na pele, mucosas, em tecidos subepiteliais e também no sistema vascular, incluindo ainda todo e qualquer material que esteja conectado diretamente com essas regiões do corpo. Podemos citar como exemplo as agulhas, bisturis, implantes cirúrgicos, cateteres intravenosos, instrumentais cirúrgicos e soluções injetáveis. Estes artigos devem sempre passar por um processo de esterilização.

Artigos semicríticos: são aqueles produtos ou artigos que entram em contato com a pele não íntegra do paciente, mesmo restrito às suas camadas, ou ainda aqueles que entram em contato com a mucosa íntegra como, por exemplo, a sonda nasoenteral e equipamentos utilizados na manutenção do aporte respiratório pacientes. Estes artigos requerem desinfecção de alto nível ou até mesmo a esterilização.

Artigos não críticos: são os produtos ou artigos que entram em contato com a pele íntegra do paciente ou mesmo aqueles que nem chegam a ter contato direto com o paciente. Podemos citar como exemplo, os termômetros, o esfigmomanômetro e artigos destinados a higiene pessoal dos pacientes. Nestes artigos não há necessidade de utilizar o processo de esterilização e sim apenas um processo de desinfecção de baixo ou médio nível.
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