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Atenção farmacêutica e a segurança do paciente diabético

Artigo por Margareth Oliveira Amâncio - quarta-feira, 27 de junho de 2012

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Atenção Farmacêutica com o paciente diabético
Atenção Farmacêutica com o paciente diabético
Atenção Farmacêutica é a prática da atividade farmacêutica, onde prioriza a orientação e o acompanhamento farmacoterapêutico e a relação direta entre o farmacêutico e o usuário de medicamentos. Na maioria dos países desenvolvidos a Atenção Farmacêutica já é realidade e tem demonstrado ser eficaz na redução de agravamentos dos portadores de patologias crônicas e de custos para o sistema de saúde.

Vários trabalhos científicos abordam a importância de um local reservado no estabelecimento farmacêutico para conduzir as entrevista, que são necessárias ao processo de atenção farmacêutica uma vez que este envolve, dentre suas etapas, a coleta de dados de usuários e atividades de aconselhamento, apesar de que, a maioria da realidade atual das farmácias infelizmente não permite uma atenção farmacêutica tão eficaz, por motivo do local não ser adequado a este tipo de atividade. (FARINA, Simone Sena & ROMANO-LIEBER, Nicolina Silvana, 2009, p.7-8).

O profissional farmacêutico além da sua atenção com a saúde do público em geral tem que se atentar para usuários diabéticos, os quais precisam de uma atenção diferenciada. Apesar do conhecimento farmacêutico em relação a Diabetes mellitus (causa, característica, tratamento e etc.), ainda a uma despreparação profissional no acompanhamento desses pacientes, os quais possuem diversas complicações como, ataque cardíaco, derrame cerebral, insuficiência renal, amputação de membros inferiores e cegueira.

O termo diabetes melito (DM) compreende um grupo de doenças metabólicas de várias etiologias, caracterizado por hiperglicemia crônica, com distúrbios no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, resultando em defeitos na secreção e/ou ação de insulina. (RODRIGUES, M.L.C. & MOTTA, M.E.F.A., 2012, p.17-24)

Segundo Farhat et al. (2007) em 1985, 30 milhões de pessoas no mundo eram diabéticas. Em 1995, 135 milhões; em 2000, 177 milhões. E estima-se que em 2025 serão pelo menos 300 milhões. Um dos pontos importantes na saúde de pacientes diabéticos, que muitas das vezes não são relevados pelos profissionais de saúde em especial o profissional farmacêutico, é a interação medicamentosa e entre este e os alimentos.

Embora a interação medicamentosa seja a mais explorada, os alimentos podem modificar parcialmente ou totalmente a ação da droga, pelo fato de alterar sua absorção via alterações no esvaziamento e enchimento gástrico, mudança do fluxo sanguíneo e da liberação de bile. Por isso, a importância de entender esta interação alimento-droga, uma vez que é possível aumentar a eficácia clínica do tratamento, e tornando-o assim mais seguro. (FARHAT, P.L.C.F. et al., 2009, p. 760-766).
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Margareth Oliveira Amâncio

Enfermeira e Farmacêutica pela Faculdade Estácio de Sá de Goiás da Universidade Estácio, sendo monitora bolsista de Química. Especialista em Saúde Pública e também Especialista em Urgência e Emergência. http://lattes.cnpq.br/6354150948286018