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Antígeno Carcinoembriogênico


1 de janeiro de 2008


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Classificação:

Antígeno oncofetal identificado por Gold e Freeman em 1965.

Descrição:

Glicoproteína de 200 kd localizada sobre a superfície da membrana celular de tecidos do aparelho digestivo embriônico e intestinal.

Tecidos relacionados:

Cólon, mama, pulmão, estômago e pâncreas.

Interesse clínico:

É um marcador - tumor - associado, com interesse clínico para - auxílio diagnóstico - acompanhamento terapêutico e prognóstico desde que associado com outros marcadores.

Níveis séricos elevados correlacionam-se com o estadiamento de Duke para câncer de colo, retorna ao normal após ressecções cirúrgicas completas, elevações em pacientes com a recorrência da doença podem ocorrer entre 3 a 18 meses antes da detecção clínica.

É importante mencionar que nos primeiros 30 dias após o início do tratamento, principalmente o cirúrgico, pode-se observar uma elevação dos níveis séricos do CEA devido a manipulação do tumor, o que ocasiona ruptura da membrana basal e dos tecidos da mucosa com conseqüente absorção do CEA.

Naqueles pacientes já com diagnóstico de neoplasia, o encontro de valores acima de 20 ng/mL sugere a presença de metastases, com exceção dos casos de carcinomas de cólon e pancreático, que podem apresentar valores superiores a este mesmo na ausência de metastases.

* Após o ínicio da terapia, o paciente deverá fazer dosagens periódicas do CEA durante todo o decorrer do tratamento, a cada 3 meses. A observação de valores abaixo de 2 ng/mL é sugestiva de sucesso terapêutico, ao passo que a elevação dos seus níveis indicará falta de resposta ao tratamento ou ainda recorrência da doença que assim pode ser detectada de 3 a 18 meses antes da detecção clínica.

Já está bem definido que elevações abruptas do CEA com valores > 4 ng/mL 6 meses após um intervenção cirúrgica indica firmemente a presença de metastase óssea, enquanto que um aumento menos intenso, entre 2 a 4 ng/mL em 6 meses indica metastase em tecidos moles (cérebro ou pele).

Indicações:

  1. Câncer coloretal: estadiamento, prognóstico e seguimento da doença.
  2. Pâncreas, intestino delgado e estômago: estadio e diferenciação do tumor.
  3. Ensaios pré-operatórios: indicam mau prognóstico de CEA > 10 ng/mL
  4. Ensaios pós-operatórios: ressecções completas levam os níveis de CEA ao normal após 60 dias da cirurgia. É recomendado que o paciente faça exame de CEA a cada 3 meses. Aumentos maiores que 50% precedem a detecção da clínica de recorrência em até 3 meses.
  5. Outros canceres: CEA revelou-se também um marcador inespecífico para outros tipos de câncer e vem sendo utilizado em conjunto com outros marcadores para aumentar a sensibilidade total.
  • Câncer de mama (CA 15-3)
  • Câncer de ovário (CA 125)
  • Câncer de pulmão (NSE) ® especialmente adenocarcinoma e tumor de "oat cell"
  • Câncer do trato digestivo (CA 19-9)

Aumentos não específicos:

  • Fumo: CEA positivo em 4,5% dos casos
  • Cirrose
  • Insuficiência renal crônica
  • Patologias pulmonares

Valores de referência:

Na população normal, 95% dos indivíduos apresentam uma concentração sérica de CEA < 4,5 ng/mL.

Fonte: http://www.labfa.com.br/texto_ev_marcadores.htm

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