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1 de janeiro de 2008
Por José Ricardo Chamhum de Almeida
Uso Adulto e crianças maiores de 12 anos.
APRESENTAÇÃO: Comprimidos de 100 mg.
ARMAZENAMENTO: 15 - 30ºC, local protegido da luz e umidade.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Via Oral (VO).
NOME QUÍMICO: Alfa ftalimidoglutarimida.
DESCRIÇÃO: Fármaco sintético pertencente à família química das piperidinadionas. Foi descoberta a capacidade da talidomida de inibir a produção do chamado fator de necrose tumoral (NTF-a). Teratogênica.
INDICAÇÕES:
- Tratamento das manifestações cutâneas de eritema nodoso leproso (ENL) com aprovação pelo FDA;
- Tratamento de mieloma múltiplo refratário à quimioterapia (Resolução RDC nº 34, 20/04/2000);
- Melanoma metastático em combinação à temozolomida;
- Gliomas maligno avançado;
- Glioblastoma multiforme recorrente em combinação ao irinotecano;
- Glioblastoma multiforme em combinação com temozolomida;
- Carcinoma de célula renal metastático;
- Sarcoma de Kaposi;
- Câncer de próstata;
- Câncer de mama metastático (JCO 18: 2710-2717, 2000);
- Leucemia mielóide aguda (Blood 99: 834-839, 2002);
- Carcinoma hepatocelular metastático ou irressecável;
- Carcinoma hepatocelular avançado;
- Linfoma de baixo grau;
- Câncer de pulmão de não-pequenas células (NSCLC) avançado em combinação com irinotecano e gemcitabina;
- Tratamento da Síndrome Mielodisplásica em combinação com o trióxido de arsênio;
- Macroglobulinemia de Waldenstrom.
CONTRA-INDICAÇÕES: Gravidez. Lactação. Homens devem usar preservativos de látex em relações sexuais já que a talidomida pode estar presente no sêmen. Proibida o uso em mulheres em idade fértil, compreeendida da menarca à menopausa (Portaria nº 354/97, SNVS/MS).
REAÇÕES ADVERSAS: Albuminúria (3,1% a 8,3%). Alopecia. Anorexia (2,8%). Aumento de AST (2,8% a 12,5%), bilirrubina, uréia, creatinina, HDL, cálcio, fosfatase alcalina,ácido úrico. Constipação (2,8% a 4,8%). Diarréia (4,2% a 11,1%). Diminuição da libido. Diminuição do magnésio e da glicemia. Diplopia. Edema periférico (3,1% a 8,3%). Edema facial. Efeito teratogênico (mais grave): membros ausentes ou defeituosos, hipoplasia ou ausência de ossos, paralisia facial, orelhas ausentes ou pequenas, olhos ausentes ou retraídos, defeitos cardíacos congênitos e anormalidades gastrointestinais e renais; sendo o período gestacional de maior risco entre os dias 35 e 50 de gestação. Fadiga, hipotensão ortostática e tontura. Falência renal. Faringite (4,2% a 8,3%). Febre (19,4% a 21,9%). Flatulência (8,3%). Hematúria (11,1%). Impotência (2,8% a 8,3%). Infecção (6,3% a 8,3%). Insônia (9,4%). Mal-estar (8,3%). Mialgia, miastenia, fragilidade óssea e cãibras musculares. Monilíase oral (4,2% a 11,1%). Neuropatia periférica (pode ser irreversível): entorpecimento, formigamento, queimação, dormência ou dor nas mãos, braços, pés ou pernas e fraqueza muscular; exposição anterior a agentes neurotóxicos aumenta o risco de ocorrência. Náusea (4,2% a 12,5%). Neutropenia (febre, arrepio e inflamação da garganta), leucopenia (16,7% a 25%), anemia (5,6% a 12,5%), linfadenopatia (5,6% a 12,5%), eosinofilia, granulocitopenia, pancitopenia, petéquias, trombocitopenia. Nervosismo (2,8% a 9,4%). Obstipação intestinal grave. Parestesia (5,6% a 15,6%). Piúria. Prurido (2,8% a 6,3%). Rash cutâneo maculopapular, urticária e pele seca. Renite (4,2%). Seborréia. Secura da boca (8,3%). Sedação. Síndrome de Stevens-Johnson. Síndrome febril. Sonolência (36,1% a 37,5%). Tosse. Vertigem (4,2% a 19,4%). Vômitos. Xerodermia.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
- Álcool, barbituratos, clorpromazina, antidepressivos, anti-histamínicos, ansiolíticos, relaxantes musculares e outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central e reserpina: o potente efeito sedativo da talidomida é intensificado.
- Alimentos gordurosos: pode aumentar em seis horas o tempo necessário para atingir o pico de concentração plasmática.
- Cloranfenicol, cisplatina, dapsona, didanosina, etambutol, etionamida, hidralazina, isoniazida, lítio, metronidazol, nitrofurantoína, óxido nitroso, fenitoína, estavudina, vincristina, zalcitabina e otros medicamentos associados com a neuropatia periférica: aparecimento de neuropatia periférica e pode ser irreversível.
- Carbamazepina, griseofulvina, rifabutina, rifampicina, inibidores das proteases (indinavir, nelfinavir, ritonavir ou saquinavir): reduzem a efetividade dos contraceptivos, sendo necessário a abstenção sexual ou a utilização concomitante de outros dois métodos de contracepção eficazes e altamente efetivos.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
- Deve ser ingerido com, no mínimo, um copo cheio de água;
- Orientar as mulheres com potencial de engravidarem para praticar duas formas de controle contraceptivo durante todo o tratamento com talidomida: um altamente eficaz (DIU, anticoncepcionais orais, vasectomia do parceiro) e outro adicional de barreira (preservativo de látex, diafragma).
EXCREÇÃO: Urina.
MONITORAÇÃO CLÍNICA RECOMENDADA: Hemograma completo e plaquetas. Beta-HCG em mulheres antes de se iniciar o uso da talidomida.
OBS.: Está em Consulta Pública (n° 63) na ANVISA (www.anvisa.gov.br) Regulamento técnico sobre o uso da Talidomida no Brasil. Enviem sugestões e críticas no site da ANVISA para uma melhor contribuição.
*José Ricardo Chamhum de Almeida, Farmacêutico da Neoclínica Oncologia em Juiz de Fora (MG), Vice-Presidente do Centro de Estudos Prof° Adauto Amin, autor do livro Farmacêuticos em Oncologia - Uma Nova Realidade, Editora Atheneu (www.atheneu.com.br), 2004. E-mail de contato: rchamhum@neoclinica.com.br.
Fonte: Portal Farmacêutico Virtual
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