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Antimicrobianos: Uso indiscriminado

Artigo por Marcelo da Silva Dias - terça-feira, 31 de janeiro de 2012

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Uso indiscriminado de antibióticos
Uso indiscriminado de antibióticos
O uso de antimicrobianos na terapêutica apresentou um grande avanço para a saúde publica. Entretanto, a utilização indiscriminada dessa classe de medicamento na população em geral, apresentou de forma crescente a seleção de microorganismos resistentes e conseqüentemente, o aumento no tempo de internações hospitalares. A prescrição, dispensação e utilização de antibióticos têm sido foco de discussão por profissionais e órgãos regulamentadores de saúde no mundo todo, o que se deve ao impacto da utilização de antimicrobianos na saúde individual e coletiva.

As doenças infecciosas são responsáveis por grande parte das morbidades que motivam consultas médicas. Os antimicrobianos constituem uma categoria de medicamentos amplamente utilizados, por interferirem na ação dos microorganismos, matando-os ou inibindo seu metabolismo e/ou sua reprodução, permitindo ao sistema imunológico combater este agente com maior eficácia (MARLIERE, 2000; FEITOSA, 2006).

A utilização de antimicrobianos, por sua vez, tem merecido destaque, pois na grande maioria dos casos ocorre inadequadamente, de forma abusiva ou mesmo sem uma continuação do tratamento necessário à cura. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) (2009), mais de cinqüenta por cento das prescrições de antibióticos é inadequada, podendo ocasionar um problema de saúde pública, pois, além de não tratar a doença, pode contribuir para a resistência bacteriana. O uso inadequado de antibióticos levou a uma posterior resistência bacteriana. Essa resistência acarretou em um aumento no custo para o médico, que com o tratamento inadequado perde os pacientes, para o paciente, que acaba gastando mais, e muitas vezes levando a morte, para o sistema público de saúde que acaba tendo gastos excessivos, desequilibrando os já escassos recursos. Tudo isso demonstra que a resistência bacteriana hoje é muito crítica e influi diretamente nos tratamentos de saúde e na estimulação da indústria farmacêutica, buscando novos fármacos.

A partir do exposto, conclui-se que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e suas vigilâncias sanitárias regionais vêm fazendo campanhas educativas com a população e os profissionais, limitando e restringindo o uso de antibióticos, visando mudar esse panorama. Temos que levar em conta que a conscientização não é algo fácil e rápido de se resolver é um projeto de longo prazo. O uso indevido de antibióticos contribuiu para que essa resistência chegasse ao nível que se encontra. A contenção da resistência bacteriana só será alcançada através do uso racional de antibióticos.

Referências bibliográficas

MARLIÉRE G, FERRAZ M. Consumo ambulatorial e sobra de antibióticos e sobra de antibióticos. Entrevista em 6000 domicílios brasileiros. Rev  Bras. Med 2000;57:187-95.

FEITOSA, F.P. O papel do farmacêutico no controle do uso racional de antibióticos. 2006.45 f. Monografia (Curso de Especialização em Ciências farmacêuticas) _ Escola de Saúde Pública do Ceará, Crato, 2006.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Marcelo da Silva Dias

Possui graduação em FARMÁCIA - pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (2006), Habilitação em Análises Clínicas pela UFMS (2007) e Pós-Graduação em Farmacologia (2010) é tutor de educação a distância - Portal Educação. Tem experiência na área de Farmácias e Drogarias, Distribuidora de produtos Hospitalares e Laboratório de Análises Clínicas.