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domingo, 22 de janeiro de 2012 - 23:02

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Excipientes Farmacêuticos

por: Isabela Pianna Veronez

Excipientes Farmacêuticos (Fonte: http://www.cedimcat.info)
Excipientes Farmacêuticos (Fonte: http://www.cedimcat.info)
No século 21, as funções e a funcionalidade dos excipientes, devem ser interpretadas de acordo com as novas tendências do mercado farmacêutico. O tradicional conceito de excipiente, como sendo simples adjuvante e veículo, química e farmacologicamente inerte, vem sofrendo grande evolução.

Excipientes, anteriormente vistos como meras substâncias capazes de facilitar a administração e proteger o fármaco, são considerados, nos dias atuais, como constituintes essenciais, que garantem o desempenho do medicamento e otimizam a obtenção do efeito terapêutico [1].

A definição adotada pelo International Pharmaceutical Excipients Council (IPEC) reflete esta mudança de conceito: "Excipientes farmacêuticos são substâncias incluídas em um sistema de liberação de fármacos para auxiliar durante o processo de manufatura e/ou proteger ou aumentar a estabilidade, biodisponibilidade e/ou aceitabilidade pelo paciente, ou aumentar a segurança e efeito terapêutico da droga durante o estoque e uso." [2]

Independentemente de como são produzidos, as formas farmacêuticas sólidas para administração oral contém normalmente diferentes excipientes incluindo-se diluentes, aglutinante, desintegrante e lubrificante. Outros componentes opcionais são os corantes e, em comprimidos mastigáveis, aromas e edulcorantes. Todos os componentes da fórmula que não sejam substâncias ativas chamam-se excipientes [3].

Geralmente, os excipientes representam a maior parte da forma farmacêutica (em relação ao volume da forma), quando comparados com a concentração do ativo. Sua reatividade, apesar de baixa, pode ser potencializada por fatores físico-químicos do meio, desencadeando reações que podem levar à desestabilização da forma e/ou degradação do fármaco [1].


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colunista

Isabela Pianna Veronez

Aluna de Mestrado do Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas (UNIFAL-MG). Graduada em Farmácia com habilitação em Análises Clínicas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) (2005-2010). Possui experiência em Farmácia de Manipulação, Drogaria e Conteudista e Tutora de cursos a distância. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6020944907834589

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