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30 de maio de 2011
Desde a década de 30, os autores brasileiros discutem o problema da qualidade dos fitoterápicos e plantas medicinais, relacionando, desde então, o conjunto de fatores que influenciam na qualidade de um produto desta natureza. Ainda hoje esta situação persiste, pois a qualidade das drogas oferecidas no mercado ao consumidor é preocupante.
Entende-se por qualidade o conjunto de critérios que caracterizam a matéria-prima para o uso ao qual se destina. A partir do estabelecimento dos parâmetros de qualidade para a matéria-prima, e considerando-se um planejamento adequado e um controle do processo de produção do medicamento, a qualidade do produto final estará em grande parte, assegurada. Portanto, a qualidade da matéria prima vegetal é a determinante inicial da qualidade do fitoterápico.
A segurança e a eficácia dependem de diversos fatores, como a metodologia de obtenção, a formulação e a forma farmacêutica, entre outros e, portanto, devem ser definidas para cada produto, estabelecendo-se parâmetros de controle de qualidade do produto final.
Na análise de plantas medicinais os problemas mais freqüentes são as adulterações, a não uniformidade da composição e as contaminações, por isso, é imprescindível que todo material adquirido pelo laboratório, farmácia, e outros estabelecimentos devem ser analisados por profissionais capacitados, atestando a autenticidade e a qualidade da matéria prima.
É muito importante saber que no caso de plantas medicinais é muito utilizado o mito de que produto natural não apresenta efeitos indesejáveis e contra-indicações. No entanto, é ou deveria ser do conhecimento geral que muitas plantas são potencialmente tóxicas, inclusive algumas utilizadas na terapêutica, lembre-se, que a diferença entre o medicamento e o veneno pode estar na dosagem.
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