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Benzodiazepínicos


28 de fevereiro de 2011


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  PINHEIRO, Mariana Martins Gomes 

O clordiazepóxido e o diazepam foram introduzidos na década de 60 como agentes ansiolíticos. Desde então esta classe adquiriu popularidade, substituindo os barbitúricos tanto como agentes hipnóticos quanto como sedativos. Das diversas razões que levaram os benzodiazepínicos serem amplamente utilizados na clínica podemos citar seu alto índice terapêutico, o risco de depressão respiratória e da função cardiovascular necessitar de doses mais elevadas que as doses hipnóticas, não alteram a eliminação de outros fármacos por indução das enzimas microssomais e o desenvolvimento de um antagonista para reversão do quadro de envenenamento.

O termo benzodiazepina refere-se à porção da estrutura composta de um anel benzênico ligado a um anel diazepínico de 7 membros. Contudo, já que todos os BZDs contem um substituinte 5-aril e um anel 1,4-diazepina, o termo significa 5-aril-1,4-benzodiazepinas.

  

COMPOSTO

R1

r2

r3

r4

Diazepam

cl

CH3

H2

H

Nitrazepam

NO2

h

h2

h

Flurazepam

Cl

(ch2)2n(c2h5)2

h2

F

Flunitrazepam

no2

h

h2

f

Oxazepam

cl

h

oh

h

Temazepam

cl

ch3

h2

h

Clonazepam

no2

h

h2

cl

Lorazepam

cl

h

oh

cl

Clorazepato

cl

h

cooh

h

Nordiazepam

cl

h

h2

h

 FONTE: Goodman e Gilman, 2006. 

Os benzodiazepínicos atuam preferencialmente sobre a formação reticular ascendente do mesencéfalo (que mantém o estado de vigília) e sobre o sistema límbico (funções de pensamento e mental). O relaxamento muscular é produzido pela ação dos benzodiazepínicos sobre o cerebelo. Esses efeitos resultam da ligação dos benzodiazepínicos no sítio alostérico no receptor GABAérgico GABAA – denominado receptor de benzodiazepínicos, aumentando a transmissão inibitória pré/pós-sináptica (Figura 7). O mecanismo de ação assemelha-se ao dos barbitúricos, sendo que diferente destes os benzodiazepínicos aumenta a frequência de abertura e não o tempo que o canal de cloreto fica aberto como faz o primeiro.

A ação dos benzodiazepínicos no SNC é semelhante, diferindo em algumas particularidades como seletividade e a sequência temporal de ação. Os benzodiazepínicos exercem efeitos hipnóticos, ansiolíticos, miorrelaxantes e anticonvulsivantes relativamente seletivos. Como agentes hipnóticos, os benzodiazepínicos reduzem o tempo de latência para o sono e aumenta a duração do sono no estado natural, efeito observado naqueles indivíduos com pelo menos 6 horas de sono, tais efeitos hipnóticos declinam com a administração após 1-2 semanas.

O efeito ansiolítico dos benzodiazepínicos é indicado para alívio da ansiedade e estado de agressividade, esse efeito é obtido em doses menores que a dose utilizada como hipnótico.

Os benzodiazepínicos produzem relaxamento do músculo esquelético mediado centralmente, sem comprometimento da atividade voluntária. O clonazepam e o diazepam possuem atividade miorrelaxante mais pronunciada, e doses muito altas deprimem a transmissão muscular.

A atividade anticonvulsivante é exibida principalmente pelo clonazepam, diazepam, nitrazepam e flurazepam sendo utilizados no tratamento da epilepsia; entretanto sua utilização por pacientes epilépticos é limitada, pois há risco do desenvolvimento de tolerância. O alprazolam além da ação hipnótica e sedativa exibe atividade antidepressiva.

 

Portal Educação. Curso de farmacologia clínica. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/farmacia. Acesso em: 28 fev. 2011.

 

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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