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31 de janeiro de 2011
RESUMO
Desde o início do uso de drogas anti-TNF para o tratamento da artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias, casos de tuberculose pulmonar e extrapulmonar vêm sendo notificados em pacientes submetidos a tal tratamento. Na maioria das vezes, a doença se desenvolve durante as seis primeiras infusões. Todo paciente deve ser avaliado para tuberculose latente antes do início do uso de um bloqueador de TNF; no entanto, o diagnóstico de tuberculose latente é um desafio. A prova tuberculínica, o único teste disponível para a detecção de tuberculose latente por quase um século, apresenta uma série de limitações. Testes baseados na detecção da produção de IFN-γ in vitro por células mononucleares ativadas por antígenos específicos parecem ser mais acurados e vêm sendo pesquisados em pacientes com artrite reumatoide.
Bloqueadores do TNF-α e tuberculose
Drogas que inibem o TNF-α vêm sendo desenvolvidas e utilizadas em pacientes com AR para neutralizar os efeitos deletérios dessa citocina inflamatória. Até o momento, estão disponíveis três drogas para os pacientes que são refratários aos tratamentos convencionais da AR, inclusive ao metotrexato: dois anticorpos mono-humanizados - infliximabe e adalimumabe - e uma proteína de fusão composta por duas unidades p75 do TNF hibridizadas à porção Fc de IgG1 humana, que age como inibidor competitivo do TNF - etanercepte.(9) Esses três agentes têm-se mostrado efetivos e seguros em pacientes com doença inicial ou estabelecida, melhorando a qualidade de vida e minimizando a progressão dos danos radiográficos.(10,11) No entanto, desde o início de seu uso, centenas de casos de tuberculose pulmonar e extrapulmonar já foram notificados em pacientes usando anti-TNF-α. Em um levantamento de todos os casos notificados ao Food and Drug Administration até maio de 2001, observou-se que, dentre os 147.000 pacientes que estavam usando infliximabe, foram notificados 70 casos de tuberculose, dentre os quais 40 eram casos de tuberculose extrapulmonar. Na maior parte dos casos (98%), a tuberculose se desenvolveu durante as seis primeiras infusões.(12) Outros estudos demonstraram uma incidência aumentada de tuberculose em pacientes usando outros anti-TNF.(13) Assim, pacientes em uso de agentes anti-TNF devem ser considerados de risco para a progressão de tuberculose ativa recentemente adquirida ou para a reativação da infecção remotamente adquirida
Referência Bibliográfica:
SILVA, Daniela Graner Schuwartz Tannus; SILVA, Bruna Daniella de Souza; JUNQUEIRA-KIPNIS, Ana Paula and RABAHI, Marcelo Fouad. Tuberculose em pacientes com artrite reumatoide: a dificuldade no diagnóstico da forma latente. J. bras. pneumol. [online]. 2010, vol.36, n.2, pp. 243-251.
Para ler o artigo na íntegra, acesse: www.scielo.br/pdf/jbpneu/v36n2/v36n2a14.pdf
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