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29 de janeiro de 2011
PINHEIRO, Mariana Martins Gomes
Além desses três sintomas os pacientes com doença de Parkinson apresentam instabilidade postural, alterações emocionais (depressão, melancolia e ansiedade), espasmos dolorosos e alterações na voz. De um modo geral alguns fatores são associados ao estabelecimento de todos esses distúrbios: genética, ambiental, infeccioso, excitoxicidade, apoptose e estresse oxidativo.
O parkinsonismo pode ser dividido em grupos:
· Primário ou idiopático (doença de Parkinson);
· Secundário ou adquirido: infecção (pós-encefalítico); toxinas (manganês, monoxide de carbono e 1-metil-4-fenil-piridínio); medicamentos (antipsicóticos, reserpina, alfa-metildopa); trauma e tumor;
· Parkinsonismo plus - degeneração nigroestriatal; doença de Alzheimer; doença de Wilson e doença de Huntington.
A doença de Parkinson afeta os gânglios da base (forma sistema extrapiramidal responsável pela regulação da atividade motora), reduzindo o conteúdo de dopamina na substância negra e no corpo estriado; observa-se perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra e degeneração das terminações nervosas no estriado.
Os níveis de noradrenalina e serotonina são menos afetados do que o nível de dopamina. O corpo estriado expressa receptores dopaminérgicos D1 e D2, e menos expressos D3 e D4, além de neurônios colinérgicos.
A liberação de ACh é fortemente inibida pela dopamina; a falta deste neurotransmissor na doença de Parkinson leva a uma hiperatividade da transmissão colinérgica (Figura 21). Consequentemente, o desequilíbrio da via dopaminérgica e da colinérgica reflete na progressão da doença.
Figura 21 – Esquema da organização do sistema motor extrapiramidal e dos defeitos que ocorre na doença de parkinson

FONTE: Rang e Dale, 2004.
Portal Educação. Curso de farmacologia clínica. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/farmacia. Acesso em: 28 jan. 2011.
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