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Anvisa pode decidir pelo fim de emagrecedores

O tema virou debate em Brasília


16 de junho de 2011


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Ministério da Saúde pode estudar a eficácia e a segurança de três das quatro drogas existentes

Ministério da Saúde pode estudar a eficácia e a segurança de três das quatro drogas existentes

Maior consumidor de sibutramina do mundo, Brasil, pode por fim a essa substância. É porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, (Anvisa) pretende dar um posicionamento, em breve, se vai ou não retirar os remédios de circulação.

Em Brasília, nesta semana o assunto virou discussão e entre os participantes de um evento. Entre eles estavam o cardiologista dinamarquês Christian Torp-Pedersen. Para o especialista, a sibutramina aumenta em 16% os riscos de problemas cardíacos em pacientes com fatores de risco. Entretanto, ele considera que a substância pode trazer benefícios para os pacientes obesos sem risco associado.

De acordo com Dirceu Brás Aparecido Barbano, diretor da Anvisa, no ano passado o mundo consumiu 5,6 toneladas do medicamento no mundo. Desse total, 55% foi vendido no Brasil. Os números revelam que existe uma indicação excessiva das drogas para emagrecer no país. “Em 2009, os Estados Unidos consumiram 5 quilos e o Brasil, 170 quilos. Há algo errado”, disse Barbano.

Para o farmacêutico, tutor do Portal Educação, Ronaldo Jesus Costa, a tendência da Anvisa é seguir o que já ocorre em inúmeros países, como Estados Unidos, Europa, Argentina, Chile e México e proibir ao menos a sibutramina. “É bem verdade que há uma tendência de proibir os demais, porém contrariando a classe médica que argumentam ser necessário mais estudos, baseando-se no direito do paciente de receber tratamento. Claro que são os médicos responsáveis pelo excesso de prescrição, o que sugere a necessidade de mais imparcialidade na discussão”, esclarece Ronaldo Costa.

Mas não é só a sibutramina que está preste a ser descartada, é que houve uma defesa para que o Ministério da Saúde financie estudos e pesquisas que comprove a eficácia e a segurança de três das quatro drogas: anfepramona, femproporex e mazindol.

Com a resposta de uma futura pesquisa será possível até indicar qual o melhor medicamento para o quadro individual de obesidade. “Os obesos precisam de respostas, de indicações terapêuticas”, defendeu Walmir Coutinho, presidente da Associação Internacional de Estudo de Obesidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação


TAGS: emagrecedores, Anvisa, remédios, obesos, emagrecer

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