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Artigos de Estética


Cor para os cabelos


27 de fevereiro de 2010


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 Seis tipos de cores determinam o círculo cromático e viabilizam as alterações nas fibras capilares de forma harmônica. Funciona como um gráfico ou uma tabela. Nele, elas estão dispostas de forma que uma determinada nuance tem a sua oposta. Logo: o vermelho é contrário ao verde, enquanto o laranja contrapõe-se ao azul e o amarelo, ao violeta. Vale lembrar que essas posições são estratégicas. Foram reunidas dessa forma porque um tom ameniza ou potencializa o efeito do outro. O círculo cromático também define as nuances e os matizes das colorações. A partir do que já existe no cabelo, escolhe-se o novo tom. A classificação das cores é o que determina sua aplicação.
            O bom colorista é aquele que realmente sabe analisar um cabelo “antes” de iniciar o processo, pois o bom resultado depende do bom estado do fio; lê a bula do produto e prepara a coloração como manda o figurino, sem querer inventar moda de diluir o produto de forma não estabelecida pelo fabricante. Ele também só utiliza produtos profissionais, e demonstra segurança em preparar o produto na frente da cliente, sabendo que ela não encontrará o produto no mercado, farmácia ou na perfumaria e, acima de tudo, não sente vergonha em ligar para um centro técnico e tirar suas dúvidas referente ao trabalho a ser feito ou produto a ser utilizado.
             Além do que já foi citado, ele sabe que no processo de coloração o oxidante é responsável pela liberação de oxigênio e é o motor principal para que tudo funcione perfeitamente, não podendo utilizar os de baixa qualidade e os que não são estabilizados. Preocupa-se com a cor, mas também com o estado de saúde do fio, e por isso só usa colorantes, oxidantes e descolorantes profissionais e que contenham proteínas.
             Ele se especializa em descoloração, pois o profissional que não domina esta técnica não conseguirá clarear os cabelos coloridos a não ser através de mechas. Sabe ser enfático ao indicar uma perfeita linha profissional de manutenção capilar (shampoo, condicionador e leave-in) e hidratações periódicas no salão para manter o resultado do trabalho. É organizado e disciplinado a ponto de ter uma ficha-cadastro de cada cliente, com os diagnósticos, aplicações e produtos utilizados na mesma.

            Estas são algumas das regras dentre muitas. Não é tão complicado como se imagina, mas exige disciplina. Uma dica especial para os amigos profissionais: nunca foi tão bom como agora ser cabeleireiro e, principalmente, especialista em colorimetria capilar. É só ser atualizado, inclusive no que se refere ao comportamento.
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