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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 - 12:03

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Ozonioterapia

por: Colunista Portal - Educação

Ozonioterapia
 
 
        A aplicação do uso médico do ozônio está, entre as terapias bioxidativas, como a mais promissora pelo seu baixo custo de investimento e manutenção, facilidade de aplicação e resultados clínicos. Descoberto no séc. XIX, ele tem sua aplicação com eficácia clínica comprovada desde a 1ª. Guerra Mundial. Desenvolveu-se na Alemanha e países europeus sendo que seu grande avanço de utilização foi na Rússia e em Cuba.
 
        O ozônio foi descoberto em 1840 por Schönbein pela observação de um odor característico quando o oxigênio era submetido a uma descarga elétrica, e pela freqüência sistemática que isto ocorria, sendo inicialmente chamado de oxigênio ozonizado. Em 1857, Werner Von Siemens desenvolveu o primeiro gerador de ozônio, e através da utilização deste equipamento Kleinmann conduziu seus primeiros estudos sobre a ação deste composto em bactérias e germes, e depois em mucosas de animais e humanos. Após praticamente 100 anos Hänsler desenvolveu seu primeiro equipamento médico com dosagens precisas da mistura de oxigênio e ozônio abrindo então um grande espectrum de aplicações terapêuticas.
 
         Erwin Payr, importante cirurgião austríaco, professor em Leipzig, experimentou o tratamento com ozônio por seu dentista, E. A Fisch, e em 1935 apresentou uma publicação de 290 páginas intitulada "O tratamento com ozônio na cirurgia". E este foi o inicio da ozonioterapia que conhecemos hoje.
 
         O tratamento médico com ozônio medicinal foi introduzido no Brasil em 1975, pelo médico paulista Dr. Heinz Konrad, que utiliza esse método com sucesso até os dias atuais, já tendo publicado diversos trabalhos científicos em nível mundial.
  
         A Ozonioterapia tem sido considerada como um novo tratamento para Herpes, Hepatite e outros tipos de infecção. Ozônio Medicinal aumenta o aporte de oxigênio a todas as células do organismo, aumentando a oxigenação e a respiração celular, o que facilita e estimula a circulação do sangue, mesmo através de artérias já estreitadas. Tem efeitos bactericida, fungicida e de inativação viral, além de estimular a produção de interferon, interleucina, e fator de necrose tumoral. Ele ainda aumenta a saturação de oxigênio no sangue circulante, tem efeito anti-inflamatório importante  é útil como coadjuvante no tratamento de algumas dores crônicas. 
 
         Em Cuba, há 22 anos o sistema público de saúde aplica ozônio em alguns doentes.
 
         O Ozônio é 3.000 vezes mais rápido em sua ação se comparado ao cloro, atingindo um espectro de contaminantes da água bem maior.  Experiências verificaram que o Ozônio atinge 99% do universo de bactérias, vírus e fungos, enquanto o cloro atinge apenas 5% deste. Um exemplo são os esporos.  Outra vantagem enorme é a de que o Ozônio não precisa ser removido, pois volta ao estado de Oxigênio diatômico enquanto o cloro precisa ter eliminado seu residual, e isto se faz com perda de tempo (horas / homem), de material (produtos químicos), de horas / máquina (Clínica parada) além dos efluentes gerados pelo cloro.
 
        A sua aplicação como intradermoterapia vem crescendo cada vez mais, englobando tratamento de diversas patologias, principalmente circulatórias, paralisias, necroses e alopecias, além de ser atuante no tratamento de disfunções estéticas como gordura localizada, flacidez e celulite.
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