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26 de fevereiro de 2009
A tricologia vem do grego (thricos = cabelos) + logos (estudo) e é um ramo da ciência que principiou a organizar-se na Inglaterra em 1902. Existe no Brasil, assim como em outros países, um interesse crescente pelos tratamentos alternativos e preventivos. Nos dias atuais, a estética é muito valorizada. Em algumas culturas, o aspecto dos cabelos assinala diferenças sociais ou profissionais; já em outras, atende a exigências religiosas ou até mesmo a posicionamentos políticos.
Segundo a cabeleireira, Carmem dos Santos Garcia, um profissional bem capacitado nesta área precisa fazer um bom curso técnico, aquele onde ele vai englobar um pouco de teórica e prática na mesma proporção, após isso, um nível superior. “Hoje, nós já temos no mercado um nível superior tanto só para cabeleireiro como também para o quadro de estética em geral. Um curso superior, hoje, dá ao cabeleireiro muito mais armas para um trabalho mais eficaz e o inevitável é fazer cursos de aprimoramento técnico. A mudança na área de cosmético e principalmente na área de tratamento é muito grande”, afirma a profissional.
Para a pessoa que trabalha nesta área, é imprescindível conhecer bem a anatomia da pele. “O cabelo é uma parte do corpo. As pessoas tendem a achar que pontas duplas são somente pontas duplas e na verdade não é, porque o cabelo faz parte do corpo, tem uma função fisiológica, função anatômica, ele não está ali só para você pintar”, ressalta Carmem. É neste sentido que a tricologia congrega profissionais ligados a ciência (químicos, biólogos, cosmetólogos, farmacêuticos, nutricionista e médicos) e tem como objetivo integrar as áreas da saúde e da estética.
As populares escovas com resultados mais permanentes, no caso as progressivas e definitivas, podem causar algum tipo de disfunção nos cabelos. “Se o profissional permitir que o produto atinja o couro cabeludo, ele pode danificar seriamente, uma vez que haverá uma absorção da química e prejudica o fio que está nascendo, por exemplo”, esclarece a cabeleireira. Outra coisa comum que acontece no momento da tração em que o profissional está esticando o cabelo, ele pode derrubar alguns fios que estão em fase telógena, fase pré-caída, então, ao invés do fio cair daqui a uma semana, ele cai agora, mas isso é inevitável. Para Carmem, “se o cabeleireiro não permitir que o produto encoste no couro cabeludo, nós vamos ter uma agressão no fio, na haste e esse fio inevitavelmente vai cair, então, você destrói esta haste, porém, não destrói o que faz nascer a nova haste”.
Compondo a moldura do rosto, os cabelos sinalizam formas de encarar a vida e, muitas vezes, importantes mudanças do comportamento pessoal. Cortá-los, penteá-los, pintá-los de acordo com os próprios desejos são maneiras que cada um tem de demarcar a sua individualidade. Para muitos, perdê-los é um desfiguramento grave. Queda de cabelos e calvície. Embora a queda dos cabelos não implique nenhum risco à vida do indivíduo, muitos sentirão insegurança emocional e perda da auto-estima, o que comprometerá a qualidade das suas vidas.
Portal Educação
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