Podologia é a ciência que tem como principal foco, o estudo profundo dos nossos pés. Bases do nosso corpo, os pés são pequenas plataformas que nos suportam e se movimentam nos dando a oportunidade de: ir, vir, pular, chutar, correr, saltar, dançar, enfim, de exercer inúmeras atividades que exijam movimento. Com eles entramos em contato com a textura, temperatura e tudo que envolve nossa sensibilidade tátil. Por meio deles, nos conectamos com o mundo. No momento em que pisamos descalços na terra, entramos em contato direto com nossa origem primitiva, interagimos com ela. Ela nos dá nova energia e absorve nossas tensões, nos revigorando. E assim descarregamos influências negativas, que porventura estejam em nosso interior. É um ciclo, como tudo em nossa vida.
Pensando na grande importância que têm os pés em nossas vidas, a podologia completa por meio de conhecimentos profundos, o significado dessas estruturas no decorrer da nossa vida. Desde a pele que os recobre, o conjunto das células que a forma, seus nervos, músculos, tendões, estrutura óssea até como prevenir e cuidar das patologias que os acometem. A podologia também nos esclarece quanto à postura profissional, higiene e conscientização quanto à esterilização e técnicas convencionais e inovadoras.
A Podologia representa um conceito moderno e atualizado em terapia dos pés. Já era exercida há muito tempo em países como Argentina, Espanha, Uruguai e França. Essa especialidade chegou ao Brasil há pouco tempo.
Antes da sua chegada, as únicas opções podoterapêuticas existentes traziam resultados paliativos, inadequados e traumáticos, como a onicoectomia (extração da unha) e a onicoplastia ou cantotomia (cirurgia no canto da unha). Como consequência, ocorria o agravamento do quadro, comprometendo ainda mais a lâmina ungueal (unha).
As doenças ortopédicas positivas refletem na maioria das vezes nos pés, necessitando da exata avaliação para o correto diagnóstico e encaminhamento. Tais patologias irão refletir em deformação dos pés, das unhas, formação de calos e calosidades. É da competência do podólogo fazer a correta avaliação e, se necessário, encaminhar o paciente para o profissional competente, como o ortopedista, o angiologista ou o dermatologista, dando início, também ao tratamento.
Mas a podologia não é tão atual como pensamos e relatamos. Temos testemunhos e representações nas antiguíssimas tumbas faraônicas, nas pirâmides egípcias e em pinturas grego-romanas que mostram materiais arqueológicos destinados a compensar eventuais malformações nos pés. Esses materiais eram feitos com pedras vulcânicas e posteriormente foram substituídos pelos de metal pela Roma Imperial. Para manter o poder combatível de suas legiões que percorriam a pé longas distâncias em terrenos muito acidentados, faziam uso dos chamados corta-calos, que seguiam os soldados a fim de aliviar o sofrimento de alguns, cujos pés sofriam todo o tipo de pressão e apresentavam dores causadas por calos, calosidades e outras patologias.