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Artigos de Estética


Lisos já!


25 de setembro de 2008


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Lisos já!
Alisamentos, escova orgânica, de chocolate, morango, chapinha ou escova progressiva ou francesa. Para desfilar madeixas escorridas, as técnicas são muitas. Compare as opções existentes.
          Mais famoso do que o silicone, o cabelo escorrido é a preferência de 10 entre 10 mulheres, responsável por lotar salões de segunda a segunda. E foi-se o tempo em que alisar o cabelo era um trabalho árduo. Com inúmeras opções de técnicas para, até aquela juba revoltada, que você acreditava não ter solução, pode ser contida. As fórmulas não são mágicas, mas têm fãs ardorosas. Para quem cresceu passando o cabelo a ferro, com o pescoço torto na tábua de passar, as brigas com a escova acabaram. Mais do que uma questão estética, ter cabelos lisos é prático. Só quem perde horas pela manhã tentando domar as madeixas para chegar ao trabalho apresentável é que pode dizer o quanto é bom poder lavar, secar e pentear quando se bem entender.
          Em meio a tantas técnicas, tem gente recorrendo a fórmulas caseiras para conseguir o visual escorrido sem gastar muito. Os desastres, porém, são muitos também. Fazer alisamento por conta própria é loucura. Se a textura do cabelo mudou, é porque houve química, e com química não se brinca. Cabelo é igual à impressão digital: podem até ser parecidos, mas nenhum é igual ao outro. Portanto, é fundamental fazer testes antes de se optar por um ou outro procedimento. Na dúvida, faça o teste.
          Tem muita mulher chegando chorando ao salão. Depois que a besteira foi feita, tem que hidratar e esperar crescer. Como diz o ditado, cada cabeça, uma sentença. Deixe a avaliação nas mãos de um profissional. Só ele poderá indicar a melhor forma para se ter fios bonitos, saudáveis e escorridos. Grávidas e pessoas com cabelos muito enfraquecidos, nem pensar. Já quem tem cabelos tingidos precisa antes testar o produto.
          Apresentaremos aqui as técnicas mais procuradas no mercado:
·        Made in França, Alemanha ou Rio? Dar a volta ao mundo nunca foi tão rápido. Criativos como só, os brasileiros trataram de batizar suas receitas pessoais de alisamento, e já não se sabe mais qual o efeito de cada produto. Independentemente do nome que tenham, uma coisa é certa: o princípio ativo contido no frasco. O princípio ativo é a substância que vai agir sobre os cabelos, sendo o responsável pelo efeito desejado. Dentre os produtos disponíveis no mercado, você irá encontrar variações de três principais substâncias: o tioglicolato de amônio, o hidróxido de sódio e o hidróxido de guanidina. A concentração dessas químicas varia consideravelmente de marca para marca, assim como as outras substâncias utilizadas para hidratar e amenizar o cheiro forte. Esqueça dos nomes das escovas e concentre-se no rótulo. Em alguns casos, o mesmo produto vem em mais de uma embalagem. Outra escolha importante é o efeito que se deseja dar ao cabelo. O relaxamento tira o volume dos fios, enquanto que o alisamento deixa os cabelos chapados e retos. E é aí que entra a escolha pelos princípios ativos. Depois de optar por um procedimento, não se deve passar para outro, pois as substâncias químicas presentes podem ser incompatíveis, causando um choque químico. O resultado? Cabelos quebrados, em queda livre. O tioglicolato de amônio é a química mais utilizada nos alisamentos, pois muda a estrutura do cabelo. E não são só os profissionais dos salões que fazem coro às advertências. Elisabete Pereira dos Santos, professora de tecnologia de cosméticos no curso de Farmácia da UFRJ, explica o que há por trás do visual esticado. “Todas essas químicas quebram o cabelo para reestruturar o fio, mas o tioglicolato é o mais suave. Não quer dizer que faça menos efeito. Mas, como age lentamente, é mais fácil de se controlar o tempo de ação nos cabelos. Tanto que também é utilizado para  permanentes. Quem escolhe a forma é você. O fio apenas fica livre para ser moldado”, explica. De qualquer maneira, todo cuidado é pouco, e o olho no relógio é fundamental. “Por possuírem pH alcalino, conseqüentemente alto, os hidróxidos de guanidina e de sódio são perigosos. O pH é quase tão alto quanto o dos cremes depiladores, o que faz com que o fio caia”, alerta Elisabete. Para evitar ver o mesmo acontecendo em sua cabeça, preste atenção tanto na concentração quanto no pH do produto. A química permanece por alguns meses nos fios, em alguns casos, só sai com o corte. Mais um motivo para não se realizar mais de um tipo de procedimento químico, seja tintura, permanente ou alisamento.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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