Marcus Cavalcante de Oliveira
Lúcia Taia
Antônio Rosário Leite Filho
Ruffo de Freitas Júnior
Dentre as anomalias de desenvolvimento das mamas, a polimastia está entre as mais freqüentes.
Ela consiste na persistência do tecido mamário ao longo da linha láctea, que se estende da axila à região inguinal, incidindo em 1 a 2% das mulheres de raça branca e, em 90% dos casos, localiza-se no tórax, especialmente na região axilar. Fora da linha mamária, é chamada de tecido aberrante, ou pseudomama.
Geralmente, a ocorrência é bilateral e manifesta-se com maior freqüência no período puerperal. Embora a maioria dos autores afirmem não haver risco aumentado para malignização desse tecido, alguns admitem que haja chances aumentadas de evolução neoplásica. Também parece haver associação entre mamas extranumerárias e malformações renais.
Para o tratamento das pacientes portadoras de mamas extranumerárias, existe sempre a dificuldade de se indicar a cirurgia de modo sistemático ou não, considerando que, apesar de ser um procedimento de pequeno porte, a inexistência de clara divisão entre tecido ectópico, gordura e mama normal pode dificultar o ato operatório, por vezes impossibilitando um procedimento adequado e causando ressecções incompletas ou às vezes, excessivas. Isto acaba por acarretar um resultado cosmético inadequado.
Assim, o objetivo deste trabalho foi fazer uma avaliação pós-operatória das pacientes submetidas à exérese de mamas ectópicas axilares, analisando sua satisfação com o resultado estético e a motivação para a cirurgia, considerando ser este um aspecto pouco explorado na literatura.
Confira
aqui o artigo na íntegra.