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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 - 09:23

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Corrente interferencial: o que é?

por: Colunista Portal - Educação

Equipe de cirurgiões
Equipe de cirurgiões
A corrente interferencial é basicamente, uma corrente de média frequência, de aproximadamente 4000 Hz. Seu princípio terapêutico consiste na produção de duas correntes de média frequência com frequências levemente diferentes que interfiram uma com a outra, sendo assim uma nova corrente formada, com amplitude resultante da soma de duas amplitudes de correntes individuais.

Estudos indicam que ela pode aliviar a dor mediante a produção de um bloqueio periférico da atividade nas fibras nervosas portadoras de impulsos nocivos. A estimulação das fibras nervosas aferentes grossas tem um efeito inibidor ou bloqueante sobre a atividade das finas, como consequência a percepção da dor diminui ou desaparece.

Micro correntes

A micro corrente é um tipo de eletroestimulação que utiliza correntes com parâmetros de intensidade na faixa dos micro amperes e são de baixa frequência, podendo apresentar correntes contínuas ou alternadas. Também chamada de MENS (Micro Electro Neuro Stimulation). O modo normal de aplicação dos aparelhos de micro correntes ocorre em níveis em que não se consegue ativar as fibras nervosas sensoriais.

Os pacientes não têm percepção da sensação de formigamento (estimulação subliminar). O plano de atuação das micro correntes é profundo, podendo atingir um nível muscular, e apresenta-se com imediata atuação no plano cutâneo e subcutâneo.

A terapia por micro corrente pode ser vista como uma catalisadora nos processos iniciais e de sustentação em numerosas reações químicas e elétricas que ocorrem no processo cicatricial, uma vez que acelera em até 500% a produção da adenosina trifosfato (ATP).
O ATP é a molécula responsável pela síntese proteica e regeneração tecidual devido a sua participação em todos os processos energéticos da célula. O uso de micro corrente na área lesada ajuda na normalização da corrente elétrica biológica, resultando numa maior cicatrização e minimizando a percepção de dor.

As principais indicações são: cicatrizações pós-cirúrgicas; fibroedema geloide; pós-peeling; queimaduras; rupturas miotendinosas; tendinites, tenossinovites; síndromes dolorosas. Seu uso está contraindicado nos seguintes casos: alergia ou irritação a corrente elétrica; diretamente sobre útero gravídico, eixo cardíaco, marcapasso, neoplasias, portadores de implantes metálicos, dermatites e dermatoses cutâneas.
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