CURSOS ONLINE GRÁTIS NA COMPRA DE UM DOS 1400 CURSOS ONLINE

Galvanopuntura

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tamanho do texto: A A

A agulha deve ser introduzida nas camadas intermediárias da epiderme
A agulha deve ser introduzida nas camadas intermediárias da epiderme
O uso da corrente elétrica com fins terapêuticos em geral e especialmente para combater a dor, vem sendo utilizada desde os tempos antigos. A partir do século XVIII, ocorreu uma acelerada busca pelas explicações dos fenômenos elétricos observados nos animais e a partir destes estudos, os cientistas deduziram a hipótese de que os tecidos humanos são dotados de uma eletricidade intrínseca, e que estão envolvidos em processos fisiológicos fundamentais como a condução nervosa e a contração muscular (Guirro e Guirro, 2004).

A corrente galvânica é uma corrente com fluxo constante de elétrons em uma só direção. O fluxo da corrente não sofre interrupção nem varia sua intensidade. Também pode ser chamada de corrente contínua, direta, unidirecional ou constante. É uma corrente dita polar porque mantém definida a polaridade durante o tempo da aplicação, com ação a nível mais superficial (Agne, 2004).

O uso da corrente galvânica para fins terapêuticos iniciou-se no final do século XIX, quando a medicina física começou a utilizá-la para a introdução de medicamentos, tratando processos inflamatórios e reumáticos, como soluções de sulfato de magnésio nas bursites e histamina nas afecções reumáticas crônicas (Silva et al, 1999).

Na estética, a partir de 1930, começou-se a utilizar a corrente galvânica para realizar ionoforese ou iontoforese para mobilização de íons de ação cosmética e penetração de ativos pela pele por meio de uma técnica denominada ionização cosmeto-dinâmica (Silva et al, 1999).

A microcorrente galvânica é uma derivação da corrente galvânica na qual a intensidade utilizada se reduz a décima parte, trabalhando com microampères. Emprega-se esta corrente quando se utiliza um eletrodo do tamanho pequeno e necessita-se de intensidades menores. Vários estudos demonstram que a corrente contínua de baixa amperagem é capaz de aumentar a migração de fibroblastos, promover uma neovascularização e o alinhamento de colágeno no local aplicado (Robinson e Mackler, 2001).

A galvanopuntura é uma técnica que utiliza a microcorrente galvânica para tratar rugas e estrias por meio de lesões teciduais provocadas por estímulos físicos gerados por uma agulha associado às propriedades da corrente galvânica. Seu uso abriu uma nova perspectiva no tratamento de estrias, sendo uma boa alternativa de melhora estética do aspecto da pele (Guirro e Guirro, 2004).

A agulha utilizada na galvanopuntura provoca uma lesão traumática na epiderme, obrigando o organismo a uma ação reparativa. Em resposta a esta lesão, haverá uma dilatação dos pequenos vasos da derme, causando hiperemia e discreto edema local.

Toda a zona tratada é preenchida por um exsudato inflamatório composto de leucócitos, eritrócitos, proteínas plasmáticas e fáscias de fibrina. O processo de epitelização inicia-se simultaneamente, obrigando as células epidérmicas a penetrar pelo interior das fendas formadas pela agulha e estimuladas pela formação de fibrina originada pela hemorragia da microlesão (Borges, 2006).
       
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Colunista Portal - Educação

O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.