Afora a propensão genética, alguns fatores ambientais podem frustrar as tentativas de manter um programa de controle do peso. A modernização é um deles, com toda a gama de recursos tecnológicos que, se por um lado possibilitam mais conforto, acabam reforçando o sedentarismo.
De outro lado, a grande avalanche de produtos saborosos e fáceis de fazer, perfeitamente acessíveis e econômicos, que bombardeados a todo instante na mídia, seja em revistas, televisão ou out-doors, numa simulação tão perfeita de suas qualidades, que é quase possível sentir o cheiro e o gosto apenas em ver as imagens. Outros aspectos típicos da vida nas grandes metrópoles exercem considerável influência nesse processo rumo à obesidade.
É certo que a população urbana é mais alta e mais pesada, totalizando um IMC maior do que o encontrado na população rural, que pelas próprias características profissionais, movimenta-se e exercita-se diariamente. Seja qual for a opção, perder peso exige uma real mudança de comportamento e nos hábitos alimentares, para reverter um quadro que acaba tornando-se estável e que só contribui para o aumento do problema.