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1 de janeiro de 2008

A estudante goiana Karine Paniagua, 30 anos, tem algo em comum com as paulistas Sandra Guardia, bancária, e Lili Vicente de Azevedo, arquiteta, ambas de 31 anos. Além de pertencerem a uma mesma geração de mulheres malhadoras, elas sabem que a conquista de um corpo forte, magro e definido vai além dos exercícios. Após alguns anos de convivência com professores e alunos nas academias que freqüentam, essas três mulheres, insatisfeitas com os resultados alcançados até então, resolveram investir em dieta e no uso de suplementos alimentares. Elas chegaram, assim, ao último estágio seguido por quem deseja tirar o máximo de proveito da atividade física sem ter de recorrer a drogas ilegais. No caso dessas mulheres, o objetivo foi atingido graças ao trio malhação, dieta e suplementação alimentar. Malhação para construir músculos e queimar gordura. Dieta para garantir alimentos que abasteçam o corpo de energia sem o risco de engordar.
E suplementação para complementar a dieta ou fornecer a quantidade necessária de algum tipo de nutriente não obtido nas refeições. “Aposto na dieta e na suplementação há cerca de dez meses. Tenho
Lili foi pelo mesmo caminho. Ela, que mede
Agora, o uso de suplementação alimentar não é exatamente um consenso e, quando recomendado, deve ser feito com restrições. Esses produtos só fazem sentido se associados a uma certa carga de exercícios. De nada adianta tomar baldes de proteína em pó ou carboidrato de rápida absorção para construir músculos se o esforço na academia é pífio ou se a dieta fica a desejar. “Se não houver uma demanda de energia que justifique a suplementação, há o risco de engordar e até de sobrecarregar o organismo”, diz Flávio Settanni, personal trainer de São Paulo.
“Por outro lado, o uso de suplementos de proteína, por exemplo, é indicado se a aluna precisa de uma dose extra desse nutriente em algum período do dia e não tem como obter isso por meio da alimentação”, completa. Antes de virar o jogo, Sandra sentiu no corpo o que uma suplementação sem necessidade pode fazer. “Tomava um produto protéico que também tinha carboidrato. Mas, como minha carga de exercício não justificava isso, acabei inchando. Só reverti a situação depois de suspender esse suplemento”, conta.
rotina de atletaO perfil de uma consumidora voraz de suplementos é conhecido por nutricionistas e professores de academia. “São mulheres vaidosas e disciplinadas que querem ver mudanças rápidas no corpo. E, por apostarem nos resultados, são capazes de gastar até 600 reais mensais em proteínas e demais suplementos”, diz Claudia Hespanhol, personal trainer de São Paulo. Karine, Sandra e Lili se encaixam perfeitamente nessa descrição. Mas, no caso dessas três mulheres, a suplementação parece se justificar por causa da disciplina à mesa e na rotina de exercícios que elas fazem na semana. Karine pratica uma hora de musculação às terças, quartas e quintas. Às quintas, luta uma hora de boxe.
Às sextas-feiras, ela faz 30 minutos de exercícios aeróbicos como esteira ou bicicleta ergométrica. Para segurar o pique, a estudante toma uma medida de proteína em pó antes e depois dos treinos, um comprimido de vitamina C e outro de E, que atuam no combate ao envelhecimento precoce do organismo, após o almoço e o jantar.
À tarde, também consome uma cápsula de BCAA (sigla de Branch Chain Amino Acids), aminoácidos ramificados que formam as proteínas, uma das matérias-primas dos músculos. Quando tem que fazer uma rotina puxada de exercícios, Karine não abre mão de um produto à base de carboidrato antes da malhação. Sandra, que é casada com um personal trainer, pratica diariamente uma hora de aula de corrida na esteira e 30 minutos de circuito em aparelhos de musculação. De vez em quando, faz uma aula de step, axé ou spinning. A sua receita de resistência é: shake à base de proteína de soja para substituir o caféda- manhã e o jantar, duas cápsulas de fibras depois do almoço, antes do café-da-manhã e do jantar, três de BCAA à noite, dois comprimidos de um complexo vitamínico no café-da-manhã e no almoço, uma cápsula de um produto cujo princípio ativo principal é a vitamina C, três vezes ao dia. Lili é a mais comedida.
Ela, que faz uma hora de musculação quatro vezes na semana e corre na esteira ou sobe escada durante 40 minutos, uma ou duas vezes, toma uma medida de um suplemento de proteína com redução de carboidratos após a atividade física e no lanche da tarde ou à noite. Na bolsa, carrega barras de proteína que fazem as vezes de um lanche rápido.
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