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Veja os prós e contras dos principais métodos para evitar a gravidez

Pílula, camisinha, DIU, diafragma, anel vaginal, injeção, adesivo, contraceptivos disponíveis no mercado


2 de fevereiro de 2012


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Pílula, camisinha, DIU, diafragma, anel vaginal, injeção, adesivo, contraceptivos disponíveis

Pílula, camisinha, DIU, diafragma, anel vaginal, injeção, adesivo, contraceptivos disponíveis

Pílula, camisinha, DIU, diafragma, anel vaginal, injeção, adesivo. Os contraceptivos disponíveis no mercado vão muito além dessa lista, e cada casal deve escolher aquele que melhor atende às suas necessidades. Nenhuma alternativa é 100% segura, mas se bem usada a proteção pode ser quase total.


A pedido do público, o Bem Estar desta voltou a falar sobre métodos para evitar a gravidez, algo fundamental na hora do planejamento familiar – segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46% dos nascimentos no país não são esperados. No estúdio, estiveram o ginecologista José Bento e a médica especialista em saúde da mulher Tânia Lago, que destacou que a maior falha das pessoas nesse quesito ocorre justamente durante a troca das técnicas anticoncepcionais.


Dispositivo intrauterino (DIU)
É um pequeno objeto de plástico que pode conter hormônios ou ser revestido de cobre, e colocado no interior do útero para evitar a gravidez. A mulher pode ficar até dez anos sem trocá-lo, e a retirada pode ser feita assim que a paciente desejar ou tiver algum problema. Existem diversos modelos, e o mais usado é o em forma de T, com fios de cobre, que impedem o encontro dos espermatozoides com o óvulo.


A fertilidade da mulher retorna logo após a retirada do DIU. Esse método é muito eficaz e não provoca aborto, porque atua antes da fecundação. A colocação do dispositivo no útero deve ser feita por um profissional de saúde treinado.


O DIU não atrapalha a mulher e não machuca o pênis durante a relação sexual. Quem faz uso dele pode ter mais sangramento menstrual ou cólicas, mas esses efeitos não trazem problemas à saúde, a menos que a paciente tenha anemia severa.


Esse método não é indicado para mulheres que têm mais de um parceiro ou cujos parceiros tenham outras parceiras e não usam camisinha em todas as relações, pois, nesse caso, correm mais risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST).


Segundo José Bento, o DIU também evita endometriose, pólipos e miomas no útero. Sexo e esporte não deslocam o dispositivo, mas o próprio útero e as cólicas podem fazer isso em casos mais raros.


Injeção anticoncepcional
Impede a ovulação e dificulta a passagem dos espermatozoides para o interior do útero. Há dois tipos: a aplicada uma vez por mês e a trimestral. Ambas são muito eficazes quando usadas corretamente.


Com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher logo retorna. No caso da trimestral, pode haver um atraso na volta da capacidade de engravidar: em média, levam-se quatro meses após o término do efeito.


A eficácia desse método é alta, mas os efeitos colaterais e as contraindicações são iguais às da pílula de cartela.


Anel vaginal
Tem baixa dosagem hormonal, mas é mais caro (em torno de R$ 50) e pode trazer os mesmos efeitos indesejados da pílula. Além disso, não é distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).


Cada anel contém uma pequena quantidade de dois hormônios sexuais femininos, liberados lentamente para a corrente sanguínea. É colocado de forma semelhante ao diafragma e fica três semanas no corpo da mulher.


Diafragma
É uma capa flexível de borracha ou silicone, com uma borda em forma de anel que é colocada na vagina para cobrir o colo do útero. Evita a gravidez ao impedir a entrada dos espermatozoides no útero, e pode ser usado com ou sem espermicida.


Há diafragmas de vários tamanhos, e a medição por um profissional de saúde é necessária para determinar o mais adequado para cada mulher.
O dispositivo deve ser colocado em todas as relações sexuais, antes de qualquer contato entre o pênis e a vagina. Pode ser introduzido minutos ou horas antes da relação. Quando a mulher é bem orientada, esse processo não dói e se torna tão simples quanto pôr uma lente de contato.


O aparelho só deve ser retirado de seis a oito horas após a última relação sexual, que é o tempo suficiente para que os espermatozoides restantes na vagina morram. Ele não deve ser usado durante a menstruação.


Imediatamente após retirar o diafragma, lave-o com água e sabão neutro, seque-o bem com um pano macio e guarde-o em um estojo, em lugar seco e fresco, longe da luz solar. Não se deve polvilhar o diafragma com talco, pois o produto pode danificá-lo ou causar irritação na vagina ou no colo do útero.


Esse método confere autonomia no uso, é mais natural, fácil de transportar e tem menos efeitos colaterais. Mas, em alguns casos, pode ter uma eficácia menor que a da pílula.


Espermicida
É uma substância química que recobre a vagina e o colo do útero, impedindo a penetração dos espermatozoides no útero, imobilizando-os ou destruindo-os. Pode ser usado sozinho ou combinado com o diafragma. É eficaz pelo período de uma hora após sua aplicação.


Não se recomenda o espermicida para mulheres com mais de um parceiro sexual ou cujos parceiros tenham outras parceiras e não usem camisinha em todas as relações sexuais, pois, nessa situação, há um maior risco de se contraírem DSTs.


O espermicida é colocado com um aplicador, que deve ser introduzido na vagina o mais profundamente possível. Depois de usado, o aplicador precisa ser lavado com água e sabão.


Pílula do dia seguinte
A pílula anticoncepcional de emergência impede ou retarda a ovulação, além de diminuir a capacidade de os espermatozoides fecundarem o óvulo. Esse método não é abortivo, porque não interrompe uma gravidez já estabelecida.


A pílula do dia seguinte não deve ser usada como anticoncepcional de rotina, ou seja, substituindo outro método. O uso frequente deve ser evitado, pois um único comprimido equivale à metade de uma cartela convencional. Pode ser tomada até 72 horas depois da relação desprotegida, mas, quanto antes, maior é a eficácia.


O mais garantido é se prevenir em dobro, pois todos esses métodos anticoncepcionais citados acima não protegem contra nenhuma doença. Por isso, usar camisinha é muito importante, e o melhor é combiná-la com uma dessas técnicas para prevenir a gravidez.


Lembre-se
O ciclo da mulher começa na menstruação, e o dia certo para tomar a primeira pílula é quando ela desce, mesmo que haja só um pouquinho de sangue.
Se você esquecer eventualmente do anticoncepcional, pode tomá-lo com no máximo 12 horas de atraso. Depois disso, ele não faz mais efeito e você deve usar outro método contraceptivo.


É raro, mas alguns antibióticos interferem na ação do comprimido, que deve ser tomado todo dia na mesma hora. Métodos como tabelinha, coito interrompido e muco ou temperatura cervical não devem ser usados, porque são arriscados demais.

Fonte: Globo.com


TAGS: métodos, gravidez, contraceptivos, DIU

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