Estudiosos da USP comprovam que populações não devem ser comparadas com os mesmos parâmetros
Os parâmetros brasileiros propostos são mais adequados para classificar a obesidade na população
O número de pessoas acima do peso está aumentando a cada dia, devido diversos fatores como má alimentação, sedentarismo, estresse, entre outros. Para calcular o nível de obesidade de uma pessoa, são usados parâmetros do Centro Nacional de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
No entanto, esses parâmetros americanos não servem para classificar os níveis de obesidade na população do Brasil. Segundo um estudo feito por uma nutricionista da USP (Universidade de São Paulo), o método americano tende a subestimar a gravidade da doença.
De acordo com os pesquisadores da USP, os parâmetros brasileiros propostos são mais adequados para classificar a obesidade na população brasileira que tem referência diferente da população dos EUA.
“Na verdade, constataram o óbvio: populações com origens e costumes diferentes possuem parâmetros diferentes de normalidade. A diferença entre a população brasileira e a norte-americana é gritante. Carecemos de conhecimento de parâmetros adequados à nossa realidade, pois até então utilizamos dados emprestados de outros países para tentar aplicar ao nosso”, destaca o farmacêutico e tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus.
Vale ressaltar que o cálculo do IMC, segundo informações da pesquisa é bom, pois não depende de custo, sem contar que é um método não invasivo. No entanto, a limitação do resultado é que não é avaliada a composição corporal do indivíduo e também o risco de mortalidade e doenças associadas à obesidade.
Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação
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