As vacinas clássicas contra a gripe comum ou outras doenças não serão afetadas por esta vacina
O aumento do risco de narcolepsia entre as crianças vacinadas contra o vírus da gripe H1N1 será investigado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários países serão observados, já que desde agosto de 2009, mesmo depois de uma grande campanha de vacinação, foram constatados casos.
Os países que apresentaram episódios frequentes foram a Finlândia, a Suécia e a Islândia. A Finlândia revelou suspeita de que a vacina Pandemrix, do laboratório GlaxoSmithKline, deve ter contribuído para a multiplicação súbita de casos de narcolepsia entre os anos 2009 e 2010 em crianças e adolescentes.
O farmacêutico e tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus, lembra que a história mostra que muitos efeitos graves são descritos após um medicamento ser consumido em larga escala.
“Na verdade, a última fase dos estudos clínicos ocorre mesmo após a liberação do medicamento para comercialização. Assim, o fato de aparecer efeitos adversos não é incomum. O que não foi normal foi a velocidade de desenvolvimento e comercialização da nova vacina, que teria sido justificada pela necessidade mundial frente à pandemia de 2009”, ressalta.
A narcolepsia, ou também conhecida como doença de Gélineau, é um problema pouco comum que consiste em ataques de sono irresistíveis, que costumam acontecer de repente e com um cansaço muito forte.
Vale ressaltar que, de acordo com a ONU, as vacinas clássicas contra a gripe comum ou outras doenças não serão afetadas por esta vacina. “Assim, é possível que em breve ocorra um anúncio de fabricante de medicamentos retirando o produto do mercado ou alterando seu processo de fabricação”, conclui o farmacêutico.
Fonte: Assessoria de Comunicação - Portal Educação
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