O Clonazepam custa, em média, R$ 10 e é tratado no Facebook como "remedinho maravilhoso"
Já sentiu nervoso o bastante para precisar consumir um calmante? Se a resposta foi sim, você integra uma estatística calculada pelo IMS Health, que aponta um salto de 36% no número de calmantes vendidos no Brasil. Entre 2006 e 2010, a quantidade de medicamentos vendidos passou de 13,57 milhões para 18,45 milhões.
Entre os remédios de tarja preta mais consumidos, está o Rivotril, com 77% das vendas em unidades. O perigo é para a ingestão de medicamentos sem prescrição médica, isso porque esse calmante pode causar a dependência após 3 meses de uso, alerta o psiquiatra Mauro Aranha de Lima.
Para a tutora do
Portal Educação, farmacêutica Carolina Marlien, o uso indiscriminado do Clonazepam pode ter relação direta ao dia a dia estressante de grande parte da população, que em decorrência disso procura soluções rápidas para o alívio da ansiedade, insônia e tristeza. “O que muitos desconhecem, contudo, é a dependência, principalmente psicológica que esse remédio pode causar, deixando o usuário cada vez mais condicionado ao seu consumo”, explica a tutora.
Além do mais o Clonazepam custa R$ 10, em média. Muito barato em comparação a outros medicamentos de tarja preta. Na entrevista publicada na Folha, a Anvisa não se manifestou sobre o assunto.
De acordo com o psiquiatra José Carlos Zeppellini, nas páginas da rede social, Facebook, existe um espaço que cita o Rivotril como “remedinho maravilhoso”. Outros grupos on-line discutem a dependência e os efeitos colaterais do remédio.
O poder da droga no corpo é como estimulador, que inibe a ativação de áreas relacionadas ao medo e à ansiedade. Os calmantes têm como indicações tratamento de vários transtornos mentais, como síndrome do pânico, distúrbio bipolar, depressão (usado como coadjuvante de antidepressivos). Entretanto seus efeitos colaterais apontam a sonolência, movimentos anormais dos olhos, movimentos involuntários dos membros, fraqueza muscular, fala mal articulada, tremor, vertigem entre outros sintomas. Os médicos ainda lembram que pacientes receitados com Clonazepam não podem consumir álcool.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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