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Remédio para combater diabetes tipo 2 é o mesmo de doenças reumáticas

A diacereína deve ser testada em pacientes com a doença até final do ano


2 de setembro de 2010


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Antes de chegar às prateleiras das farmácias o medicamento ainda passará por testes

Antes de chegar às prateleiras das farmácias o medicamento ainda passará por testes

Cientistas descobrem que um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. Nas análises, o remédio ainda não apresentou efeitos colaterais notavéis durante um ano.

A pesquisadora Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu empregar a diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.

O farmacêutico tutor do Portal Educação, Ronaldo de Jesus Costa, explica que a diacereína é uma antraquinona de origem vegetal, recomendada no tratamento de osteoartrose, comercializada no Brasil desde 96.

Segundo Ronaldo, por já possuir um bom tempo de mercado, existem estudos de toxicidade suficientes para acelerar a possível liberação para o uso em diabetes. “Convém ressaltar, contudo, que somente o diabetes tipo 2 (que não é dependente de insulina) pode vir a ser beneficiado com o novo uso do medicamento”.

Mas antes de chegar às farmácias, o remédio, será preciso passar por mais etapas. De acordo com Mário Saad e Natália Tobar, “é uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado”, diz o especialista em clínica médica. “Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade”.

Para continuar os testes, são suficientes vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga. Com esse número pequeno, pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. “Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico”, afirma o especialista.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: cientistas, doenças, diabetes, remédio, medicamentos

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