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Medicamento contra obesidade sem efeitos colaterais foi descoberto

Os primeiros testes aconteceram com ratos


29 de julho de 2010


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Nos EUA o medicamento Acomplia nunca foi aprovado por despertar o desejo de suicídio no paciente

Nos EUA o medicamento Acomplia nunca foi aprovado por despertar o desejo de suicídio no paciente

Pesquisadores indicaram que os ratos medicamentados com um remédio similar ao Acomplia, droga tida como promessa na redução de peso, ajudou na redução de açúcar e gordura no sangue dos bichos sem acarretar efeitos colaterais psicológicos. Os cientistas norte-americanos estudam agora como será aplicado no mercado.

Segundo as informações de especialistas, a droga tem como alvo os receptores canabinoides, ativados após o consumo de substâncias como a maconha, composta por estimulantes como o THC, porém não age no cérebro como o Acomplia, o que beneficia em muito o doente sem provocar os efeitos colaterais.

Para o tutor do Portal Educação, farmacêutico Ronaldo de Jesus Costa, a nova droga é esperança de medicamento seguro contra obesidade. “Muito similar ao rimonabanto, que foi retirado do mercado em 2008, em função dos riscos, a nova droga não apresentou os efeitos nocivos do rimonabanto, no entanto, não atingiu a mesma eficiência em redução do peso”.

Os especialistas da agência National Institutes of Health, em parceria com a Universidade Northeastern, conseguiram impedir a ação do remédio no cérebro dos ratos, reduzindo o risco de patologias como depressão e ansiedade, problemas apresentados pelo Acomplia.

O desafio dos pesquisadores, agora, é que embora as cobaias não tenham perdido tanto peso com o novo medicamento na comparação com o Acomplia, esse experimento apresente resultados iguais quanto à redução de mudanças metabólicas ligadas à obesidade.

Hoje, nos Estados Unidos, onde a obesidade é considerada uma epidemia, o Acomplia nunca recebeu aprovação, porque o medicamento apresenta o despertar de desejos suicidas nos pacientes.

“Somente o fato de não apresentar os mesmos efeitos adversos no sistema nervoso central já inclui a droga em uma futura lista dos medicamentos mais consumidos (o que normalmente ocorre com medicamentos para obesidade), já que o uso desse tipo de medicamento foi erroneamente banalizado em todo o mundo”, concluiu o farmacêutico.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: obesidade, medicamento, droga

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