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De acordo com a Idec, o país paga em média US$ 28 mensais por internet rápida de 1 Mbps
19 de julho de 2010
Brasileiro gasta em média 4,58% da renda em banda com má qualidade
Pagar caro pela internet e ainda ter um produto de má qualidade é realidade no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a concorrência quase inexistente é o que produz preços tão altos para o uso de banda larga. A velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações para banda larga deve ficar entre 1,5 Mbps e 2 Mbps e o Brasil tem uma média de pouco mais de um megabit por segundo.
O Idec apontou em sua pesquisa que, quando comparado o preço e a qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras a internet fica muito restrita, declara Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável pelo estudo.
São gastos em média US$ 28 por mês no país, valor que chega a 4,58% da renda per capita. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas do mundo.
Sendo identificada 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no Brasil têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 Mbps e 2 Mbps.
São diversas deficiências até chegar nesse ponto de prestação de serviço, que vão desde qualidade à variação da velocidade. Essa inclusive, em maior queixa, já que a maioria das empresas se compromete a entregar um percentual mínimo de conexão e não cumpre. Algumas delas, que fornecem o serviço, não disponibilizam as informações de velocidade no seu site, outras ainda, prevê que as faixas de velocidade não são garantidas.
“Nós usuários, precisamos estar atentos aos diversos planos oferecidos pelas operadoras, o que garante que teremos a velocidade que é oferecida?”, interroga o tutor do Portal Educação, Renato de Brito Nicodemos.
Fonte: Assessoria de Imprensa
TAGS: internet, qualidade, velocidade
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