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25 de março de 2009
O Brasil passará a distribuir, a partir do segundo semestre deste ano, uma nova droga para o tratamento de tuberculose. O medicamento combina quatro substâncias em uma única dose e tem como principal vantagem o fato de diminuir de seis para dois o número de comprimidos diários a serem tomados.
O anúncio foi feito ontem pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde) na abertura do 3º Fórum Mundial de Parceiros contra a Tuberculose, no Rio. O medicamento, chamado DFC (Dose Fixa Combinada), é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
O Brasil foi um dos últimos países a aderir a esse tratamento -só Uruguai, Nova Zelândia, Irlanda e Andorra ainda não o adotam. Ele reduz de US$ 40 para US$ 30 o custo médio nos seis meses de tratamento.
Um dos principais problemas verificados entre pacientes de tuberculose é o alto percentual de abandono do tratamento nas primeiras semanas, o que aumenta o risco de contrair, depois, uma versão mais resistente da doença. No Brasil, esse percentual é de 8%. A OMS estabelece como ideal 5%.
Especialistas elogiam a iniciativa de distribuir e produzir no Brasil o remédio. Para Joël Keravec, diretor no Brasil do Projeto MSH (sigla em inglês para administrando a ciência para a saúde), uma vantagem adicional da droga combinada é facilitar o gerenciamento, pelo poder público, dos estoques.
Fonte: Coren-SP
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