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Ginkgo biloba melhora funções cognitivas de idosos


1 de janeiro de 2008


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Envelhecer com qualidade de vida

A árvore de Ginkgo biloba pode ajudar as pessoas a envelhecer com boa qualidade de vida. É o que indica a pesquisa realizada pela psicóloga Ruth Ferreira Santos, do Centro Paulista de Neuropsicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na pesquisa, testes neuropsicológicos mediram habilidades como memória, atenção, capacidade de abstração e habilidade motora fina de um grupo de 48 idosos. Durante oito meses, 23 deles receberam 80 mg diários de medicamentos à base da planta. Os outros 25 idosos foram tratados com placebo.

Depois desse período, os testes foram aplicados novamente. Os resultados mostraram que os idosos tratados com Ginkgo biloba tiveram uma melhora significativa das funções testadas, enquanto que os tratados com a substância inócua apresentaram resultados inferiores aos obtidos no primeiro teste. Mesmo não tendo sido observadas diferenças significativas na capacidade de concentração do grupo tratado com Ginkgo biloba, a pesquisa sugere que a planta pode tanto reduzir o ritmo da degeneração de algumas funções cognitivas quanto produzir a melhora de outras.

Outro efeito propiciado pelo medicamento é a diminuição da viscosidade no sangue. Estudos anteriores sugeriam que o aumento na viscosidade, resultado do envelhecimento, poderia gerar uma diminuição da irrigação cerebral, determinando um rebaixamento das funções cognitivas. Apesar dos benefícios, a Ginkgo biloba pode causar dores de cabeça e de estômago, e deve ser usada com acompanhamento médico, já que a dosagem recomendada é individual e só pode ser determinada a partir de exames clínicos e laboratoriais.

Fonte: Ciência Hoje 170, abril 2001

 

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