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Fasciola hepatica

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

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Por: Marcela Dohms UFPR 

Classe : Trematodea Subclasse: Diginea

Ordem: Prosotomata Família: Fasciolidae 

MORFOLOGIA

Aspecto foliáceo.Tegumento coberto de espinhos.Corpo achatado dorso-ventralmente.

Possui uma ventosa oral na extremidade anterior e logo abaixo uma ventosa ventral ou acetábulo, perto da abertura do poro genital.

Hermafrodita. Ap. genital feminino: ovário ramificado, oótipo, útero e gls. vitelinas.

Ap. genital masc.: 2 testículos, canal eferente, deferente e bolsa do cirro ( órgão copulador).

A Fasciolose é uma zooantroponose: enfermidade que pode ser passada dos animais para o homem. É cosmopolita, ocorrendo principalmente em regiões de clima tropical e subtropical. Possui grande interesse econômico, pois é parasita de canais biliares de ovinos, bovinos, caprinos, suínos, bubalinos e vários mamíferos silvestres. Raramente acomete o homem. Encontrada principalmente na Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela, Cuba, México e Porto Rico. No Brasil, encontrada nas regiões de maiores criações de gado, como Rio Grande do Sul e Mato Grosso. 

HABITAT

A Fasciola hepatica fica dentro da vesícula e de canais biliares mais calibrosos. No homem, que não é seu hospedeiro habitual, encontra-se nas vias biliares, alvéolos pulmonares e esporadicamente em outros locais. 

CICLO BIOLÓGICO

Tipo: Heteroxeno (precisa de um HI)

HI : caramujos Lymnaea columela e L. viatrix

Os ovos são eliminados pelo acetábulo, com a bile caem no intestino, de onde são eliminados com as fezes. No meio externo, há maturação da larva miracídeo. Mas o miracídeo só sai do ovo quando este ovo entra em contato com a água e é estimulado pela luz solar. O miracídeo nada livremente e encontra o HI ao acaso. Se não encontrar, morre em poucas horas ( sua vida média é de 6 h.).

Se penetrar no molusco, cada miracídeo forma um esporocisto, pelas células germinativas. Os esporocistos dão origem a várias rédias, que podem originar rédeas de segunda geração ou cercárias. Ao contrário da cercária do esquistosoma, sua cauda é única (no esquistosoma é bifurcada).

Logo que a cercária sai do caramujo, perde a cauda, encista-se pela secreção das gls. cistogênicas, encontrando substrato em plantas aquáticas, como o agrião, e vai para o fundo da água na forma de metacercária (cercária encistada). O homem (ou animal) infecta-se ao comer essas verduras ou beber água contaminada com metacercárias.

As metacercárias desencistam-se no intestino delgado, perfurando a mucosa intestinal, caindo na cavidade peritoneal. Pelo peritôneo vão para o fígado e mais raramente para os pulmões. Mais tarde alcançam a vesícula biliar, onde atingem a maturidade, eliminando ovos e fechando o ciclo. 

PATOLOGIA

Eosinofilia, lesões crônicas, hipertrofia dos canais biliares, necrose do canal hepático, infiltração bacteriana, insuficiência biliar e hepática, podendo levar a cirrose hepática. 

SINTOMAS

Dores abdominais, diarréia, febre, aumento do fígado, leucocitose, eosinofilia, emagrecimento, angiocolite, colicistite ou colite, constipação, anorexia, dispepsia, má digestão, má absorção alimentar, icterícia. 

DIAGNÓSTICO

CLÍNICO: Difícil de ser feito

LABORATORIAL: Pesquisa de ovos nas fezes ou na bile (tubagem). Como a produção de ovos no homam é pequena, pode dar resultado negativo mesmo na presença do parasita. Por isso, o diagnóstico sorológico oferece maior segurança, por intradermorreação, imunofluorescência, reação de fixação do complemento e ELISA.

TRATAMENTO

Principalmente cirúrgico, com extração dos helmintos. 

EPIDEMIOLOGIA E PROFILAXIA

- Destruição dos caramujos

- Tratamento dos animais

- Isolamento de pastos úmidos, para impedir a entrada dos animais

- Não beber água de alagadiços e córregos, apenas água filtrada ou tratada.

- Não plantar agrião em área que possa ser contaminada por fezes de ruminantes, nem comer agrião proveniente de zonas de risco.

 Fonte: members.tripod.com

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