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Filariose e outros filarídeos


1 de janeiro de 2008


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Por: Marcela Dohms UFPR

Principais espécies encontradas no nosso meio parasitando o homem:

Wuchereria bancrofti

Onchochercinae volvulus

Mansonella ozzardi

W. bancrofti

Causa elefantíase ou filariose. É endêmica em várias regiões tropicais.

É parasita heteroxeno, tendo sempre um HI e o homem é o único reservatório de infecção.

MORFOLOGIA

MACHO:Menor que a fêmea. Extremidade anterior afilada e posterior enrolada.

FÊMEA: Possui órgãos genitais duplos, com exceção da vagina. São ovovivíparas, fazendo deposição de ovos embrionários., as microfilárias.

MICROFILÁRIAS: Possuem uma "bainha" envoltória, como uma membrana elástica, permitindo movimentos as embrião. Há espaço entre a extremidade caudal e cefálica. A bainha se apoia em núcleos somáticos, que ajudam na caracterização de cada espécie.

LARVAS: No inseto vetor.

HABITAT: Fêmeas e machos vivem enovelados nos vasos e gânglios linfáticos, atingindo principalmente tecidos mais frouxos, como região pélvica, abdominal e mais raramente mamas e braços. As microfilárias eliminadas pela fêmea saem do sistema linfático e caem no sangue.

PERIODICIDADE: As microfilárias tem uma periodicidade característica do sangue periférico. Durante o dia ficam nos capilares profundos e a partir das 18h. ficam na corrente circulatória, com pico às 24h. e indo até as 3h. da madrugada. Essa periodicidade coincide com o horário de hematofagia da fêmea do HI ( Culex quiquefasciatus).

obs: É sempre a fêmea que faz a hematofagia devido a ovulação para a ovoposição. Possui aparelho bucal picador-sugador e 2 mandíbulas para penetrar na pele humana. O sg escorre pela hipofaringe.

CICLO BIOLÓGICO

Heteroxeno.

A fêmea do Culex quinquefasciatus faz hematofagia em pessoas já parasitadas, ingerindo assim microfilárias, que vão para o estômago do inseto, onde perdem a bainha. Depois disso, atravessam a parede do estômago do inseto, caem na cavidade geral e vão para o tórax e alojam-se nos músculos, transformando-se numa larva menor, chamada salsichóide. Alguns dias depois, aumenta de tamanho, adquirindo esboço de ap. digestivo e transformando-se em larva infectante, que migra para o lábio do inseto. Então quando o mosquito picar uma pessoa sã, as larvas penetram ativamente pela pele dessa pessoa. O mosquito não inocula as larvas. Esas larvas migram para os vasos linfáticos da pessoa, se toram adultas e depois de 6 a 8 meses produzem as microfilárias.

PATOGENIA e SINTOMATOLOGIA

Reacões inflamatórias, com granuloma ao redor dos parasitas, hiperplasia fagocitária.

Há ação mecânica, pela presença do verme dentro do vaso linfático, levando a linfangiectasia (dilatação dos vasos ). Ação irritativa, pelos produtos do metabolismo do verme, levando a linfangite(inflamação dos vasos) e linfadenite.Pode ocorrer também ação tóxica.

Sequência de eventos da elefantíase: linfangite, linfangiectasia, edema linfático, esclerose da derme, hipertrofia da epiderme e aumento do volume do órgão. Pode ocorrer também linforréia (derramamento de linfa), varizes linfáticas, náuseas, febre e dor no corpo.

Dependendo do grau de parasitismo pode não haver sintomas, os sintomas aparecerem e desaparecerem ou haver redução parcial dos sintomas.

DIAGNÓSTICO

CLÍNICO: Febre associada a adenolinfangite, alteração pulmonar e eosinofilia.

LABORATORIAL: O melhor método é pesquisa de microfilárias no sangue periférico, coletando à noite ou de dia pela veia pubital, levando para a centrifugação e corando pelo Giemsa. Também usa-se reação de fixação do complemento e imunofluorescência direta. Ultrasonografia é muito útil para detectar a localização dos vermes no sistema linfático. As microfilárias podem estar ausentes no sangue e presentes na urina ou líquidos da hidrocele.

PROFILAXIA

- Tratamento das pessoas parasitadas, com dietilcarbamazina

- Combater as larvas adultas, com larvicidas químicos e biológicos, como Bacillus sphaericus e B. thuringiensis.

- Saneamento básico, para redução dos insetos vetores.

Fonte: members.tripod.com

 

 

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