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1 de janeiro de 2008
Uma nova pesquisa mostrou que ervas podem melhorar a memória, auxiliando pacientes que sofrem, por exemplo, de doenças como o Mal de Alzheimer.
Cientistas das universidades de Newcastle e Northumbria, na Grã-Bretanha, testaram 44 pessoas as quais foram dadas compostos de ervas ou placebo (pílulas de farinha sem o princípio ativo).
Eles concluíram que as que tomavam as ervas tiveram um desempenho muito melhor em testes de memória do que as que tomaram o placebo.
Especialistas acreditam que os ingredientes presentes nas ervas podem levar a um aumento no nível de substâncias químicas associadas à memória no cérebro.
O Centro para Pesquisas Médicas com Plantas (MPRC, na sigla em inglês) dessas universidades estão pesquisando os aparentes benefícios para a saúde do consumo de plantas e flores.
Fitoterapia
Os benefícios das ervas para a saúde já são testados há bastante tempo.
Em 1597, o fitoterapeuta inglês John Gerard afirmou que as plantas representam um "bem singular para o cérebro, ativando os nervos e a memória".
A pesquisadora Nicola Tildsley afirmou que os resultados da nova pesquisa mostram que alguns fitoterapeutas e seus estudos devem ser levados mais a sério.
"O trabalho de fitoterapeutas, realizado há séculos, não pode ser ignorado", avaliou a pesquisadora.
A cientista, no entanto, afirmou que mais pesquisas são necessárias, durante um período mais longo, para provar se há realmente uma relação entre o consumo de ervas e a melhoria da capacidade da memória.
Alguns desses estudos, afirma Tidsley, devem ter como foco a eficácia das ervas no controle da degeneração da memória em pacientes com o Mal de Alzheimer, cujos cérebros apresentam disfunções em regiões semelhantes às regiões afetadas pelas ervas.
As ervas também podem possuir propriedades antioxidantes e antiinflamatórias, mas isso ainda precisa ser avaliado, afirma a especialista.
O estudo sobre ervas e memória foi publicado na revista médica Farmacologia, Bioquímica e Comportamento.
Fonte: BBC BRasil
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