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1 de janeiro de 2008
Dr. Diogo Mastrorocco
Como é de conhecimento geral as alergias são manifestações clínicas de uma resposta inadequada do sistema imunológico frente a substâncias chamadas alergenos. Estas substâncias são inaladas (respiradas), ingeridas (engolidas), absorvidas ou inoculadas pela pele, e podem ter seus efeitos nocivos aumentados por outras substâncias denominadas em conjunto de irritantes respiratórios ou gastrintestinais. Os alergenos e irritantes são encontrados nos ambientes onde se vive, e de um modo geral, podemos ter os seguintes exemplos:
Alergenos: poeira domiciliar, fungos ou mofos, pólens, descamação de pele e pêlos, detritos orgânicos humanos e de insetos (inclusive de ácaros e baratas) e de vários outros componentes só detectáveis em laboratório.
Irritantes: produtos químicos utilizados na limpeza, higiene e conservação de nossas casas, locais de trabalho e diversão, desinfetantes, inseticidas, desodorizantes ambientais, tintas, vernizes, resinas, ceras e colas, formol, amônia, éter, gasolina, querosene, monóxido de carbono, dióxido de carbono, nitrogênio, álcool, condimentos, conservantes de alimentos, aditivos, corantes, edulcorantes, antiinflamatórios, o frio e as mudanças de temperatura também agem como irritantes e, do mesmo modo, o fazem, gripes e infecções.
As manifestações clínicas da alergia são observadas nos mais variados órgãos, sendo ela o agente etiológico da enfermidade ou atuando como coadjuvante na manutenção da mesma. Como exemplo podemos citar a asma bronquica, eczema atópico, rinite, alergia alimentar, enxaqueca, acne, candidiase, etc.
A constatação da presença de estados alérgicos além daqueles estados patológicos específicos na maioria de nossa clientela, como também, da ineficácia dos tratamentos disponíveis, nos motivou a buscar novas propostas terapêuticas, o que nos levou a IMUNOTERAPIA ATIVADA, que se baseia no conceito do CONTROLE AMBIENTAL e do uso de vacinas que ao contrário das imunoterapias clássicas que criam anticorpos bloqueadores das reações alérgicas, criam células supressoras que geram tolerância imunológica, o que permite a cura.
Esta metodologia é utilizada desde 1970 na União Soviética com resultados excelentes, tendo sido introduzida no Brasil em 1993, pelo Dr. Gilberto Pradez, médico alergista, diretor geral das Clínicas Pró Alérgico, presidente do SPA-Ciência (Sociedade Pró Alérgico em Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico), que a adaptou a realidade brasileira, sendo o responsável pela sua produção e comercialização.
Com a utilização da IMUNOTERAPIA ATIVADA são dispensáveis os testes alérgicos, já que a quantidade de imunógenos injetada é de cerca de 350 na imunativação para inalantes e de 550 na associação de inalantes com alimentos. A Imunoterapia Ativada (ITA) é um método simples, visto que a imunativação obedece a uma rotina quase que fixa com poucos parâmetros a serem analisados.
Fonte: http://www.webmedicos.com.br/detalhe_artigo.asp?Id=416&Tema=Imunologia
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