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Saiba quais os cuidados para prevenir a alergia alimentar


1 de janeiro de 2008


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Por Dra. Jocelem Mastrodi Salgado

A alergia é a intolerância do organismo para certos agentes físicos, químicos ou biológicos, aos quais ele reage de forma exagerada.

Às vezes, células do sistema imunológico confundem uma substância alimentar com invasores perigosos. Nesses casos, o organismo pode desencadear reações alérgicas que vão de simples coceiras até problemas respiratórios graves.

O interessante é que os maiores causadores de alergia não são alimentos exóticos como faisão, perdiz ou frutas como tâmaras e damasco, mas sim, aqueles que estão presentes à nossa mesa todos os dias, como ovos, leite e derivados, trigo, soja, etc.

Atualmente, sabe-se que quanto mais rico em proteína for o alimento, maiores serão as chances de desenvolver o processo alérgico. Isto ocorre porque, às vezes, algumas moléculas de proteína não são digeridas (quebradas em moléculas menores) e entram inteiras na corrente sangüínea. O resultado disso é que as células do sistema imunológico confundem essas moléculas com corpos estranhos como vírus e bactérias, e acabam atacando-as.

Esse confronto, desencadeia as reações alérgicas. Geralmente, essas reações são herdadas, ou seja, podem ser transmitidas de pais para filhos; e qualquer pessoa que apresentar uma certa tendência à alergia específica a um determinado alimento, pode ser sensível também a outros tipos de alimentos.

A incidência de alergia alimentar em bebês e crianças é de 0,3-20%; em adultos de 1-3%. Podem ocorrer reações imediatas (um minuto a duas horas após a ingestão do alimento) ou retardadas.

        Veja a seguir a reação do sistema imunológico, quando uma criança alérgica ingere certos alimentos:

Herança genética: A criança ingere determinado alimento repetidas vezes; em conseqüência dos vários contatos com aquele alimento, algumas células de defesa do organismo se sensibilizam.
A criança, já alérgica, ingere novamente o alimento: As células de defesa sensibilizadas reagem às moléculas "estranhas" do alimento e liberam substâncias químicas, destacando-se a histamina. A histamina dilata os vasos sangüíneos e provoca sintomas que aparecem até duas horas depois da ingestão do alimento.

Fonte: Telelistas

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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