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Intoxicação por medicamentos é responsável por 29 por cento das mortes


1 de janeiro de 2008


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A intoxicação por medicamentos é responsável por 29 por cento das mortes no Brasil e, na maioria dos casos, é conseqüência da automedicação. Ou seja, centenas de pessoas morrem vítimas da automedicação, da reação de algum remédio que, muitas vezes, é feita nos balcões das farmácias, por funcionários que recebem comissões dos laboratórios.

A informação é de Antônio Barbosa, presidente do Conselho Regional das Farmácias e coordenador do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM), em entrevista neste sábado, ao programa "Revista Brasil", da Rádio Nacional.

"Toda vez que um funcionário tentar vender medicamento, o consumidor deve chamar a polícia, pois o exercício ilegal da Medicina é crime previsto no artigo 282 do Código Penal", destaca Barbosa.

Ele alerta que as maiores vítimas das receitas de balcão, são as crianças. "O funcionário prescreve as gotinhas com base no peso da criança e acaba dando uma superdose", explica.

Segundo ele, a prescrição de remédios em balcões de farmácias e as propagandas de medicamentos que prometem milagres, induzem à compra e  "passam imagem positiva, sem qualquer restrição de horário e até nas programações infantis, são vitórias dos laboratórios farmacêuticos sobre o consumidor".

Efeitos colaterais

Barbosa recomenda que, nas consultas, o paciente converse muito com o médico sobre a receita e peça que dê alternativas, substitutos ao remédio receitado. Em caso de dúvida, o consumidor deve procurar o farmacêutico responsável. Cada farmácia é obrigada a manter um profissional em todos horários em que estiver com as portas abertas.

Todo medicamento tem efeito colateral, alerta Barbosa ao comentar os casos do Melhoral, Engov, Alka Selser, Sonrisal, Doril e outros que compostos por ácidoacetilsalicílico provocaram até à morte em alguns doentes contaminados pelo mosquito da dengue.

"Esses medicamentos a gente acha que é bobagem mas têm efeito colateral, possuem anti-agregante-plaquetário que causa o derrame nos doentes de dengue".

Segundo ele, esses remédios também não podem ser consumidores com ingestão de bebida alcóolica. "E a propaganda não restringe uso de álcool. Não existe medicamento inocente, sem efeito colateral".

Fonte: CNN

(Com informações da Agência Brasil)

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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