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24 de março de 2008
Resumo
O sofrimento mental remete as pessoas a refletirem sobre diversos aspectos
emocionais, sociais, culturais e espirituais que se apresentam rotineiramente e
interferem na experiência dos envolvidos. Objetivou-se identificar as
características de co-dependência entre familiares de dependentes químicos.
Adotou-se o método descritivo, sendo aplicado um formulário com nove
familiares de pacientes dependentes químicos, internados pela primeira vez em
uma instituição psiquiátrica no período de março a agosto de 2007. Os dados
foram analisados em números absolutos e índices percentuais. Verificou-se
que todos os familiares desconhecem o quadro de co-dependência e acham
que apenas o paciente necessita de tratamento. Sentem-se responsáveis,
assim como culpados, penalizados ou ansiosos pelo mesmo. 66,67% tentam
mostrar para outras pessoas que são bons para o dependente; 77,78% têm
medo de errar em relação à pessoa e percebem que precisam mudar seu
comportamento, embora não saibam como ou não estejam conseguindo; 100%
sentem-se presos a esse relacionamento e continuamente estão ajudando a
pessoa internada, mesmo contra a vontade. Concluiu-se que todos os
entrevistados apresentaram características de co-dependência, ignoram que
sejam co-dependentes, desconhecem grupos de apoio e não procuram formas
de tratamento para si, apesar de 2 (22,22%) terem sugerido que se elaborasse
formas explicativas de como tratar e conviver com a pessoa portadora de
dependência química.
Palavras chaves: Dependência química. Enfermagem em saúde mental. Co-dependência.
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