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sexta-feira, 19 de outubro de 2012 - 16:00

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Aplicação da Insulina

por: Colunista Portal - Educação

A técnica de aplicação da insulina deve ser adequada
A técnica de aplicação da insulina deve ser adequada
A aplicação da insulina no paciente pode ser feita por via endovenosa, nos casos de terapia intensiva ou tratamento específico de cetoacidose diabética, intramuscular ou subcutânea, conforme descrito anteriormente sobre os tipos de insulina, entretanto a forma mais utilizada e que o paciente utiliza em casa é a administração da insulina subcutânea.

Os instrumentos para administração da insulina subcutânea são:
- Seringas de Insulina: que possuem escalas das unidades conforme a concentração. As seringas de insulina podem ter agulha fixa ou agulha removível. As seringas com agulha fixa apresentam-se em 30 UI, 50 UI e 100 UI, sendo que a graduação da escala nas seringas de 30UI e 50 UI é de 1 em 1, enquanto que na de 100 UI é de 2 em duas.

As seringas com agulhas removíveis são aquelas que não possuem a seringa fixa ao corpo da agulha, nesse tipo de seringa há retenção de até 5 UI de insulina, denominado espaço morto, que não é calculada na dosagem da insulina e nem na administração ao paciente. Igualmente, quando existe uma prescrição de dois tipos de insulina não é conveniente utilizá-las em mistura, uma vez que poderá ocorrer um erro de dosagem ou uma super dosagem de um dos tipos de insulina administrado em conjunto (GROSSI, 2004).
Segundo a Associação Americana de Diabetes (1998) quanto menor o comprimento e diâmetro da agulha, menor a dor durante a aplicação. No entanto, as agulhas curtas não são indicadas para pessoas obesas devido à variabilidade da absorção da insulina.

Aplicação de Insulina: a técnica de aplicação da insulina deve ser adequada para propiciar uma correta absorção da insulina e consequentemente um tratamento eficiente e eficaz ao paciente. Dessa forma, é importante que o cuidador detenha alguns conhecimentos para auxiliar o paciente quando esse estiver realizando a aplicação em domicílio.

A aplicação de insulina, na maioria das vezes, é realizada em tecido subcutâneo, podendo, entretanto ser administrada por outras vias, como descrito anteriormente dependendo da indicação médica. A insulinoterapia realizada pelo paciente em casa necessariamente é em tecido subcutâneo.

Inicialmente serão abordados os locais indicados para aplicação de insulina, que Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes são os seguintes: Abdômen (região lateral direita e esquerda, cerca de 4 a 6 centímetros afastados da cicatriz umbilical), Coxas (face anterior e posterior externas: nos pacientes adultas esta região é delimitada em 12 a 15 cm abaixo do grande trocanter, 9 a 12 cm acima do joelho, numa faixa de 7 a 10 cm de largura, sendo que em crianças a mesma região é utilizada tendo o cuidado para a proporcionalidade do corpo), Braços (face posterior) e Nádegas (quadrante posterior externo da região ilíaca).

É muito importante que seja realizado o rodízio dos locais a cada aplicação para evitar as complicações decorrentes da administração de insulina em um mesmo local, desse modo, conforme preconiza as orientações da Associação Americana de Diabetes (2007) é necessário esgotar as possibilidades de aplicações subsequentes em uma mesma região distanciando-se aproximadamente em 2 cm de um local para o outro.

Também é importante salientar que cada local de aplicação da insulina possui um potencial de absorção diferente, o que poderá alterar os resultados da glicemia do paciente, assim, o local considerado como de maior absorção é o abdômen, após os braços, coxas e nádegas.

Segundo Brunner & Suddarth (1998) o rodízio sistemático dos locais de injeção dentro da área anatômica é recomendada para evitar alterações localizadas no tecido gorduroso (lipodistrofia). Além disso, para promover consistência na absorção de insulina, os pacientes devem ser estimulados a usar todos os locais disponíveis de injeção dentro de uma área, e não circular aleatoriamente de uma área para outra.

Alguns princípios que podem ser usados na aplicação do rodízio são: os pacientes não devem tentar o mesmo local mais que uma vez em duas a três semanas. Além disso, se o paciente estiver planejando se exercitar, a insulina não deve ser injetada no membro que vai ser exercitado, pois ela é absorvida mais rápida podendo resultar em hipoglicemia.

Conforme instruções do Ministério da Saúde (2006) devem-se evitar aplicar a insulina subcutânea próximas das articulações, na área da virilha, no umbigo e na linha média do abdômen. Sendo que o rodízio de áreas para aplicação de insulina é importante para não ocorrer complicações como hipertrofia ou atrofia local.

Ao orientar o paciente diabético sobre a aplicação de insulina é importante que seja estipulado juntamente com o paciente os rodízios que serão feitos na aplicação da insulina, levando em consideração as atividades cotidianas do paciente, bem como as necessidades de aplicação.

O cuidador deve interagir com os profissionais de saúde e com o próprio paciente acerca dos cuidados a serem preconizados diante da insulinoterapia encaminhando questões que não estão ao seu alcance técnico de resolutividade.

Neste item foram demonstrados alguns dos cuidados que o cuidador de idosos poderá necessitar ao desenvolver suas atividades junto ao idoso. Cabe salientar, entretanto, que mediante a complexidade das necessidades apresentadas pelo idoso é que irá se estabelecer a capacitação do cuidador, o qual irá realizar as intervenções, podendo necessitar em alguns casos, de profissionais de saúde com formação técnica visto que algumas atividades específicas são restritas a essa função não se tornando responsabilidade dos cuidadores.
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