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Interveções de Enfermagem ao Paciente com Febre

Artigo por Magali Batista Marques - quinta-feira, 5 de julho de 2012

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Interveções de Enfermagem ao Paciente com Febre
Interveções de Enfermagem ao Paciente com Febre

 Resumo

O presente estudo teve como objetivo sugerir um plano de intervenção de enfermagem ao paciente com febre, para informar e orientar tanto os profissionais enfermeiros, acadêmicos e a sociedade sobre a importância de se prevenir, diagnosticar e intervir nas possíveis complicações da febre e até mesmo evidenciar seus diferentes estágios.

Trata-se de um estudo de abordagem qualitativo, no qual foram utilizados materiais como artigos e livros já publicados, sendo selecionados aqueles que apresentassem temas referentes à febre de forma geral, bem como as condutas do enfermeiro nas intervenções realizadas para minimizar a febre do paciente.

Sabendo que as intervenções realizadas de maneira errônea podem trazer prejuízos a saúde do paciente e até mesmo potencializar a patologia, a qualidade da assistência prestada ao cliente com febre pode ser um diferencial importante para a sua total recuperação, como o enfermeiro está diretamente ligado a estes pacientes, suas ações em momentos oportunos são de extrema importância.

Mesmo a febre se tratando de um potencial sintoma, não há informações de um plano de intervenções de enfermagem padronizado para nortear os enfermeiros de como deve ser o tratamento com estes pacientes, com o presente estudo desejamos comprovar a importância destas intervenções.


1 INTRODUÇÃO


A temperatura corpórea é regulada por um centro termorregulador localizada na área pré-óptica do hipotálamo interior, esta área também controla a produção ou perda de calor para manter a temperatura dentro dos parâmetros normais. Este centro termorregulador é composto por uma região de sensibilidade térmica, o termostato, e uma região de estabilidade térmica, o ponto estabilizador ou set-point, sendo uma área de produção e uma área de perda de calor (LEÃO et al, 2005).


A febre é a elevação no ponto padrão de tal forma que a temperatura corporal é regulada para um nível mais elevado; pode ser arbitrariamente definida como a temperatura superior a 38ºC (HOCKENBERRY, 2006. p. 731).


Behrman et al (2002) relata que a febre aumenta a produção de calor elevando o consumo de oxigênio, produção de dióxido de carbono e o débito cardíaco, com isso ocorrerá uma instabilidade metabólica, que prejudicará a evolução e melhora das condições clínicas do paciente.


A febre é uma reação defensiva do organismo, porque o aumento da temperatura corporal diminui o crescimento de alguns microorganismos. Ela também age auxiliando o sistema imune uma vez que a maioria das bactérias e patógenos virais não sobrevivem em temperaturas elevadas (ALBERT et al, 2004).


A maioria dos casos de febre está associada a infecções auto limitadas, tais como as doenças virais comuns (FAUCI et al, 2008). Segundo Leão et al (2005) a febre na pediatria vem sendo responsável por cerca de 30% das consultas de urgência nos ambulatórios. É uma das grandes preocupações para os pais, pois em crianças frequentemente é a primeira manifestação de doenças, podendo ser um sinal banal ou letal.


Na febre não há um grau específico que necessite tratamento, pois o principal controle é o alívio do desconforto, sendo a intervenção mais utilizada o uso de antitérmicos que diminui o ponto-padrão no hipotálamo com o objetivo de reduzir a temperatura corporal. Além do uso de antitérmicos existem as medidas de resfriamento para o controle da febre que podem ser utilizadas se bem toleradas pelo paciente (HOCKENBERRY et al, 2006).


Segundo o Decreto do Coren 50.387, de 28 de março de 1961, o profissional enfermeiro e sua equipe deverá administrar medicamentos segundo a prescrição do médico, nos casos em que o paciente encontra-se com febre cabe ao médico com sua autonomia prescrever o antitérmico. O enfermeiro com seus conhecimentos científicos e autonomia deverá prescrever e realizar as medidas de resfriamento, entre outras intervenções de enfermagem neste paciente, com o objetivo de reduzir a temperatura corporal, caso essas medidas não sejam suficientes, deve-se aguardar o tempo mínimo para que uma nova administração do medicamento seja realizada (BRASIL, 1996).


O Processo de Enfermagem apresenta cinco etapas sendo as intervenções de enfermagem a quarta etapa. Para que essas intervenções sejam realizadas, o enfermeiro deverá ter conhecimento para prescrevê-las. Diante da prescrição de cuidados com pacientes apresentando um quadro clínico de febre, o enfermeiro deverá ter conhecimento sobre o seu conceito, fisiopatologia e tratamento. É extremamente importante que o enfermeiro saiba a diferença entre a fisiopatologia da febre e da hipertermia, para que a prescrição seja eficaz diante do tratamento adequado.


As intervenções de enfermagem é qualquer tratamento baseado no julgamento e no conhecimento clínico realizado por um enfermeiro para melhores resultados a um paciente/cliente. As atividades de enfermagem são comportamentos ou ações específicas realizadas por enfermeiros para implementar uma intervenção e que auxiliam paciente/clientes a obterem resultado desejado pelo enfermeiro, para isso o enfermeiro apresenta como referencial teórico a Nursing Interventions Classification (NIC). A NIC é uma classificação abrangente e padronizada das intervenções realizadas pelos enfermeiros, é útil para documentação clinica, comunicação de cuidados entre unidades de tratamento, integração de dados em sistemas de informação e unidades, eficácia das pesquisas, a medida da produtividade, a avaliação de competências, a facilitação do reembolso e para o planejamento curricular (MCCLOSKEY; BULECHEK, 2008).

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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Magali Batista Marques

E-mail: magali.marques@yahoo.com.br FORMAÇÃO ACADÊMICA/PROFISSIONAL Graduação: Enfermagem. Pela Faculdade Pitágoras Campus Ipatinga/MG. Conclusão Jun/2011. Pós-Graduação: Urgência e Emergência-Atenção pré-hospitalar e intra-hospitalar. Pela Unileste-MG. Conclusão prevista para 06/2013