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Qualidade de vida na velhice

Artigo por Ricardo Saraiva Aguiar - quarta-feira, 4 de julho de 2012

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Com o avançar da idade, os idosos se tornam mais vulneráveis
Com o avançar da idade, os idosos se tornam mais vulneráveis

 O prolongamento da vida é uma aspiração de qualquer sociedade. No entanto, esse processo só pode ser considerado como uma conquista real quando é agregada qualidade de vida nos anos adicionais de vida (VERAS, 2009).


A qualidade de vida desde o início da existência do ser humano tem sido uma constante preocupação e, hoje, constitui-se um compromisso pessoal na busca contínua de uma vida saudável, desenvolvida a partir de um bem-estar associado com as condições no modo de viver, como: saúde, educação, moradia, transporte, lazer, trabalho, liberdade, autoestima, entre outros (SANTOS et al., 2002).


O aumento da longevidade do ser humano acarreta uma situação de ambiguidade vivenciada por diversas pessoas, mesmo para aquelas ainda jovens: o desejo de viver cada vez mais e, ao mesmo tempo, o temor de viver em meio à dependência e incapacidades funcionais. Com o avanço da idade, as chances de ocorrência de doenças e prejuízos à funcionalidade física, social e psíquica são maiores (FREITAS et al., 2002).


Os aspectos referentes ao aumento da longevidade dos brasileiros devem ser acompanhados pela melhoria e manutenção da saúde e da qualidade de vida. O grande desafio de hoje é conseguir que os anos vividos a mais, não importando se muitos ou poucos sejam anos cheios de significados e que leve a uma vida respeitosa e digna, que valha a pena ser vivida.


Outro desafio que deve ser enfrentado é implementar a política do envelhecimento ativo, que é definido por Costa e Ciosak (2010, p. 438) como “processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas”.


De acordo com Paschoal apud Freitas et al. (2002, p. 79) mais anos vividos podem ser anos de sofrimento para os indivíduos e suas famílias; anos marcados por doenças, com sequelas, declínio funcional, aumento da dependência, perda da autonomia, isolamento social e depressão. No entanto, se os indivíduos envelhecerem com autonomia e independência, com boa saúde física, desempenhando papeis sociais, permanecendo ativos e desfrutando de senso se significado pessoal, a qualidade de sua vida pode ser muito boa.


A definição de qualidade de vida é bastante subjetiva, pois, depende de diversos fatores, entre eles: o nível sociocultural, a faixa etária e as aspirações pessoais do indivíduo. Dessa forma, o termo qualidade de vida está bastante relacionado com a autoestima e o bem-estar pessoal do indivíduo, abrangendo diversos aspectos que vão desde a capacidade funcional, o estado emocional, o nível socioeconômico, a atividade intelectual, a interação social, o suporte familiar, o autocuidado, o próprio estado de saúde até os valores culturais, éticos e religiosos. Compreende também a satisfação com o emprego, o estilo de vida, as atividades diárias e o ambiente em que se vive (PAULA, ROQUE e ARAÚJO, 2008).


Com base nisso, a qualidade de vida boa ou excelente é aquela capaz de oferecer condições mínimas para que o indivíduo possa desenvolver suas potencialidades ao máximo possível, ou seja, vivendo, amando ou sendo amado, trabalhando, produzindo bens e serviços e etc.


Para Paskulin et al. (2010, p. 102) no campo da saúde, o conceito de qualidade de vida “emergiu a partir de um movimento de humanização na área e de valorização de outros parâmetros de avaliação, além dos sintomas ou dados epidemiológicos, como a incidência e prevalência das doenças”.

 

Diversos organismos internacionais, inclusive a Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir dos anos 90 passaram a identificar na qualidade de vida um importante fator na avaliação de saúde de uma população, seja ela como fator social ou individual. Ela é influenciada principalmente pelo sexo, escolaridade, idade, condição econômica e presença de incapacidade.


Quando se investiga a qualidade de vida relacionada à saúde em toda sua multidimensionalidade, é possível identificar diversos aspectos que devem ser considerados no que se refere às peculiaridades e potencialidades de saúde e vida do idoso.



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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Ricardo Saraiva Aguiar

Enfermeiro graduado pelo Centro Universitário UNIRG, Especialista em Gestão em Saúde Pública, Coletiva e da Família pela FACIMAB, Pós-graduando em Gerontologia pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT) e em Saúde da Família pela Universidade de Brasília (UnB). Professor e Supervisor de Estágio na Faculdade do Norte Goiano (FNG) em Porangatu-GO.