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quinta-feira, 21 de junho de 2012 - 07:12

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A doença inflamatória pélvica e suas implicações para a saúde da mulher

por: Évelin Carvalho Salau

A doença inflamatória em mulheres
A doença inflamatória em mulheres
A Chlamydia Trachomatis é uma bactéria transmitida sexualmente que se não diagnosticada a tempo pode acarretar, nas mulheres, uma doença inflamatória pélvica (DIP). A DIP se trata da inflamação do tecido da tuba uterina, em consequência desta, pode se formar cicatrizes provocando uma obstrução tubária, além de gerar a perda da mobilidade ciliar das trompas caracterizando uma Salpingite.

O resultado disto é um índice crescente de gestações ectópicas. Dentre os sintomas mais comuns da inflamação pélvica estão as dores abdominais e nas relações sexuais, febre, corrimentos com coloração amarelo-esverdeado que se iniciam logo após as menstruações. Ao falarmos dos diagnósticos, é importante ressaltar que o início desta doença pode ser assintomática e de difícil identificação, por isso a maioria das mulheres acometidas pela Chlamydia Trachomatis acabam apresentando aderências tubárias.

No tratamento ambulatorial são usados antibióticos como Doxiciclina, Metronidazol, Ciprofloxacino e Ceftriaxona, é aconselhável suspender o coito durante a terapêutica e após, por um período de 1 ou 2 semanas. Deve-se lembrar de que a terapia medicamentosa também deve ser aderida pelo parceiro, porém pode ser diferente do que a prescrita para a paciente. Para a identificação da integridade das trompas de falópio após a DIP, os médicos aconselham a histerossalpingografia que se trata de um Raio-x com contraste iodado onde é possível visualizar se há alterações em sua morfologia, há também a videolaparoscopia que é realizada a partir de uma pequena incisão no umbigo para visualização de toda extensão tubária, porém devido ao seu alto custo a videolaparoscopia é usada somente em casos mais específicos.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Évelin Carvalho Salau

Acadêmica do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA. Integrante do Grupo de estudos e pesquisa em Enfermagem da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul (GEPEnf FORS).

Enfermagem