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quarta-feira, 11 de abril de 2012 - 13:04

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Enfermagem em pediatria

por: Colunista Portal - Educação

Enfermagem em pediatria
Enfermagem em pediatria
A atenção a saúde dos indivíduos e populações, ao longo da história dos homens, vem sendo desenvolvida de muitas formas e nem sempre foi espaço exclusivo de atuação profissional e nem envolveu uma única abordagem diagnóstico-terapêutica.

Alguns trabalhos de saúde surgem quando o sistema industrial se instala e se desenvolve a ponto de exigir trabalhadores mais habilitados. Neste período, os sistemas de assistência à saúde ampliam seus objetivos de modo a dar conta de uma necessidade social que desponta, ou seja, a de preservar a mão de obra treinada para os postos de trabalho então existentes.

Nesta mesma época, dentre os trabalhadores estavam as crianças, que se tornavam preocupação quando estavam doentes, pelo mesmo motivo dos adultos, ou seja, diminuição da produtividade e capacidade de trabalho. A mortalidade infantil era considerada alta e as crianças morriam de doenças como sarampo, varicela, febre amarela, difteria, coqueluche, doenças nutricionais e também por acidentes.

Não existia ainda uma preocupação com a vivência da infância, na verdade a criança era vista como um adulto pequeno, que trabalhava cedo, estudava pouco e adoecia mais, simplesmente por não haver preocupação social e política com a saúde e bem-estar durante o período infantil.

Segundo Vaz (1996) a saúde é um universo concreto como produto das relações do ser humano, sua expressão pode ser vista nas formas biológicas do indivíduo e nas estruturas das ações coletivas. As ações situam-se exteriormente ao mundo e constituem-se em expressão e condição de desenvolvimento das formas biológicas frente à individualidade do sujeito como ser social.

No preceito de exterioridade ao mundo como forma de visualizar a saúde dos indivíduos, um questionamento maior é feito em relação ao trabalho em saúde com a criança: já que no adulto a expressão pode ser ouvida pelos sinais e sintomas do paciente, controlada por sua própria capacidade de dependência enquanto sujeito sadio, nesta perspectiva, como visualizar a expressão de saúde nas crianças?

Traduz-se aí a reflexão de tamanha importância da atuação da enfermagem em pediatria, assim como a atuação de outros profissionais nesta área, já que além dos pressupostos de saúde que se trabalha diariamente referindo-se ao tratamento com adultos, na criança a subjetividade aumenta, em razão da dependência de sobrevivência da criança e pela incapacidade temporária de manifestações concretas.
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