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sexta-feira, 23 de março de 2012 - 11:26

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Conceitos e a história da Auditoria

por: Colunista Portal - Educação

Conceitos e a história da Auditoria
Conceitos e a história da Auditoria
A auditoria prática teve seu início na área contábil principalmente a partir da Revolução Industrial no século XVIII, com o surgimento das indústrias e do capitalismo, sendo consolidada e conceituada na Inglaterra como um meio para garantir a estabilidade econômica e financeira das empresas que surgiram neste período.

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, as palavras “auditoria” e “auditor” vêm do latim “auditore” e significam auditoria: cargo de auditor, lugar ou repartição onde o auditor exerce suas funções, exame analítico ou pericial que segue o desenvolvimento das ações contábeis, desde o início até o balanço, auditagem; auditor: aquele que houve – ouvidor; (...); perito-contador encarregado da auditoria (...).

A evolução do termo auditoria e as questões práticas que lhe envolvem, veio como consequência das mudanças nos padrões de vida e conquistas do próprio ser humano, então é impossível falar da história da auditoria sem entender as modificações e evoluções que ocorreram até a criação e manutenção das indústrias.

Nos milhões de anos que precederam a mesopotâmia, o progresso foi muito lento. Em uma primeira longa fase, o homem dedicou suas energias principalmente a colocar em funcionamento as técnicas elementares para sua sobrevivência através da defesa e ataques contra agruras da natureza e outros seres vivos hostis.

Mais tarde, a partir do então homem de Neanderthal, o homem consegue elaborar sistemas culturais mais refinados e abstratos, com o objetivo de compensar as frustrações, dores e inseguranças por meio de ilusões como o culto aos mortos e a magia, o erotismo desvinculado com a procriação e o acúmulo de bens de qualidade.

No final desta fase evolutiva, o homem aprendeu a caminhar em posição ereta, transformando os membros superiores em ágeis utensílios e produtores de utensílios; aprendeu a cultivar a terra, em vez de esperar a disponibilidade dos frutos; aprendeu a dominar o fogo; facilitou o transporte, aprendendo a desfrutar do menor atrito dos corpos redondos quando giram em torno de um eixo.

O desenvolvimento psíquico do ser humano teve como consequência o impulso gerador de invenções materiais, organizações de comunidades e avanços tecnológicos. Foram fundadas as primeiras cidades e as primeiras escolas e inventada a escrita, a matemática e a astronomia. No final do século XVIII surge a indústria, milhões de camponeses e artesãos se transformam em trabalhadores “subordinados”, os tempos e os locais de trabalho passam a não depender mais da natureza, mas das regras empresariais e dos ritmos da máquina.

Os detentores do poder, ou, donos das indústrias tinham preocupação fundamental com aquilo que era produzido (produto) e o retorno daquilo que era vendido (bens), foi nesse cenário que a contabilidade começou a criar formas e um tempo depois a auditoria, que passou a fiscalizar todos os processos envolvidos na industrialização principalmente no que dizia respeito ao retorno econômico.

A AUDIBRA – Instituto de Auditoria Interna do Brasil – que fala sobre a função da auditoria dentro das organizações, denominada como auditoria interna, descreve a auditoria interna como uma função de avaliação independente, criada dentro das organizações para avaliar suas atividades, como um serviço a essa mesma organização.

Kurcgant (1991) define a função de auditoria como sendo a avaliação sistemática e formal de uma atividade ou processo de trabalho, por alguém não envolvido diretamente na execução desta atividade, para determinar se essa atividade está sendo levada a efeito de acordo com seus objetivos, verificando se os resultados obtidos através da avaliação são satisfatórios ou insatisfatórios.

Gil (2000) descreve a auditoria como uma função da organização institucional que visa a revisão, avaliação e emissão de opinião referente a todo o ciclo administrativo entendendo-se como ciclo administrativo o planejamento, a execução e o controle, considerando a auditoria importante em todos os momentos e/ou ambientes das entidades.

A partir destes conceitos pode-se dizer que a Auditoria está relacionada à avaliação das atividades desenvolvidas nas organizações e o produto do trabalho buscando por uma análise coerente e objetiva a mudança ou aprimoramento de processos para obtenção de um resultado positivo e verificação de rotinas ineficientes.
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