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sexta-feira, 23 de março de 2012 - 10:19

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Cobranças hospitalares

por: Colunista Portal - Educação

Cobranças hospitalares
Cobranças hospitalares
As cobranças hospitalares obedecem aos padrões estipulados em contrato entre a operadora e a prestadora do serviço, entretanto é conveniente que existam algumas rotinas a serem seguidas no intuito de facilitar a interpretação e posterior elaboração dos contratos.

Neste conteúdo serão exemplificados as rotinas instituídas e seguidas nas cobranças de diárias, taxas, materiais e medicamentos, estipuladas por algumas contratantes e contratadas, com o objetivo de facilitar como é realizada a cobrança hospitalar em sua prática ficando registrado que o possui real valor é o contrato entre as partes.

Um dos primeiros itens é a diária hospitalar. Segundo Motta (2003) significa a cobrança pela permanência de um paciente por um período não determinado em aposento hospitalar podendo sofrer variação entre 12 e 24 horas, sendo indivisíveis, dentro de um estabelecimento assistencial de saúde.

A Diária hospitalar está dividida conforme o tipo de acomodação do paciente que pode ser: Apartamento de Luxo, Apartamento Simples, Berçário, Enfermaria, Hospital Dia entre outros. A utilização da acomodação dependerá da cobertura do plano de saúde, da solicitação do paciente e da disponibilidade da instituição na oferta.

A diária é o item que pode ser cobrado somente nos casos em que o paciente estiver internado. O início e o término da diária dependem da negociação contratual, algumas vezes utiliza-se das 11h às 11h do dia seguinte (equivalente a 1 diária); a maior parte das negociações conta-se o primeiro dia e exclui-se o dia da alta exceto nos casos de óbitos.

O valor da diária é negociado entre o convênio e o hospital. O Hospital neste caso deve ter conhecimento do custo referente a uma diária e especificadamente de cada acomodação para realizar uma negociação viável. As diárias de Unidades de Terapia Intensiva são consideradas as de custo mais elevado nas instituições.

Uma diária hospitalar inclui: o leito (cama, berço), troca de roupas de cama e banho, as refeições do paciente (excluindo produtos nutricionais especiais e/ou dietas específicas), banho, controle de sinais vitais, controle de diurese, limpeza e higienização da acomodação, mudança de decúbito, locomoção interna do paciente e o uso do aposento.

Algumas negociações incluem mais procedimentos de enfermagem no valor da diária como: realização de curativos, sondagens, aspirações, preparo do paciente para exames (enteroclisma, lavagem gástrica, tricotomia), preparo do corpo em caso de óbito, orientação de enfermagem no momento da alta.

No primeiro caso a diária é chamada de simples, ou seja, cobram-se todos os demais procedimentos realizados com o paciente independentes da diária, em forma de taxas. No segundo caso a diária é composta ou global, esta diária caracteriza-se por incluir a maioria dos procedimentos de enfermagem no valor da diária, para isso é necessário extremo cuidado no levantamento dos custos hospitalares.

Em qualquer forma de cobrança negociada os itens que se mantêm exclusos na composição da diária são: materiais e medicamentos dos cuidados de enfermagem, medicamentos prescritos pelo médico, utilização de equipamentos e instrumental cirúrgicos (exceto aqueles negociados em diária composta ou global) honorários médicos e exames diagnósticos ou terapêuticos.

Nos acasos de isolamentos, medidas e técnicas necessárias no atendimento ao paciente infectado, imunodeprimido, ou isolamento especial – utilizado nos casos de pacientes em pré-morte ou em condições clínicas psiquiátricas ou oncológicas, sempre existe uma negociação de valores a mais sobre a diária que pode ser de 15 a 30% conforme o acordo. Cada hospital define a sua classificação de isolamento de acordo com a Portaria MS nº. 2616 de 1998 e prescrição médica da Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH).
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