O consumo de etanol sofreu, nas últimas décadas, um incremento de 30%
Não é de hoje que o consumo de bebidas alcoólicas já é consumido pela humanidade. Calcula-se que a bebida fermentada tenha sido registrada aproximadamente 8.000 anos. Acreditava-se, nesta época, que o etanol teria o poder de curar todas as patologias conhecidas até então.
Mas sabemos que hoje isso não acontece. O álcool é a mais comum das
drogas relacionadas, não apenas ao abuso, mas também à
dependência. Essa situação é agravada pela associação frequentemente com outras drogas ilícitas.
O consumo de etanol sofreu, nas últimas décadas, um incremento da ordem de 30%, sendo, portanto considerado como um dos maiores problemas médico-sociais em todo o mundo. A dependência do consumo de álcool está associada à tolerância, abstinência e incapacidade em interromper o uso, apesar do desenvolvimento de sequelas clínicas.
Fatores genéticos estão relacionados ao consumo de etanol. Em decorrência das características intrínsecas dos serviços de emergência em geral, a saber, número excessivo de pacientes com diferentes níveis de gravidade, a abordagem ao paciente usuário de álcool no pronto-socorro tende a ser suficiente.
Entretanto, deve-se salientar que o atendimento de emergência a esta população não deve absolutamente ser subestimado, já que geralmente os indivíduos usuários de álcool buscam os serviços de emergência por apresentarem situações clínicas bastantes complexas concomitantes ao alcoolismo propriamente dito.
Em virtude das suas características, uma vez ingerido, o etanol é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, também facilmente distribuído por todos os tecidos e fluidos corpóreos.
O etanol é armazenado nos diversos tecidos e fluidos numa proporção que obedeça ao conteúdo de água local. O sistema nervoso central, por ser extremamente vascularizado, apresenta concentrações teciduais muito semelhantes às plasmáticas.